Preso desde o dia 15 de julho, o empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, passou a ser investigado pela Polícia Civil após o avanço de uma apuração sobre abuso e exploração sexual de crianças em Sorriso. Entre os elementos que teriam sido identificados durante as investigações estão pesquisas e conversas realizadas antes de sua prisão.
O empresário entrou na mira dos investigadores a partir da análise do celular de Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos. A jovem havia sido presa após uma denúncia envolvendo crianças que ficavam sob seus cuidados.
No aparelho, a polícia encontrou materiais que contribuíram para ampliar a investigação e chegar a outras pessoas. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, Fábio estaria entre os destinatários de conteúdos de abuso sexual infantil produzidos pela jovem.
A apuração avançou e levou a Polícia Civil a cumprir novas medidas judiciais. Fábio foi preso preventivamente durante a Operação Puer Defensus e permanece detido. A investigação apura, entre outros crimes, estupro de vulnerável e produção, armazenamento e compartilhamento de material envolvendo abuso sexual de crianças.
Agora, novas informações atribuídas ao inquérito apontam para o comportamento do empresário no período anterior à prisão.
Segundo informações reveladas pelo portal JK Notícias e repercutidas nesta semana, Fábio teria recorrido ao ChatGPT após demonstrar preocupação com as possíveis consequências dos crimes investigados. Em uma das consultas atribuídas a ele, o empresário teria perguntado como poderia se aproximar de Deus depois de cometer um “crime grave”.
A suposta conversa com a ferramenta de inteligência artificial teria ocorrido poucos dias antes de Fábio ser preso.
Nesse mesmo período, ele também teria procurado advogados para esclarecer o que poderia acontecer caso se tornasse alvo da polícia, inclusive se os investigadores poderiam apreender e acessar seu celular. Mensagens relacionadas a essas conversas teriam sido apagadas.
Há ainda informações de que pesquisas sobre maneiras de apagar dados de um iPhone teriam sido realizadas antes do cumprimento das medidas policiais. Mesmo com a possível exclusão de arquivos, materiais encontrados nos equipamentos apreendidos contribuíram para o avanço das investigações.
A Polícia Civil também identificou, durante a apuração, pelo menos 33 possíveis vítimas. O material eletrônico recolhido continua sendo analisado para esclarecer a extensão dos crimes e a eventual participação de outras pessoas.
A informação específica sobre a pergunta relacionada a Deus feita ao ChatGPT não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil. O caso tramita sob sigilo para preservar as crianças e adolescentes envolvidos.




















