A deputada estadual eleita Samantha Iris (PL), primeira-dama de Cuiabá, afirmou que o feminismo “não ajuda as mulheres” ao comentar as declarações da também deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), que ganhou projeção nacional por seu discurso contrário ao movimento feminista e por questionar a tipificação do feminicídio.
Samantha disse que não acompanhou diretamente a declaração de Campopiano sobre feminicídio e que tomou conhecimento do episódio apenas por meio da imprensa. Apesar disso, afirmou concordar com a posição contrária ao feminismo.
“Eu não acompanhei, de fato, a fala dela a respeito do feminicídio. Eu ouvi alguma coisa na imprensa local, mas eu não sei o contexto e não sei a fala que ela fez. Uma coisa é fato: o feminismo não ajuda as mulheres em nada. Isso é a minha opinião e essa é a minha opinião concreta”, declarou.
Campopiano, eleita deputada estadual por São Paulo com 1.956.238 votos, foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa paulista em 2026. Durante a campanha, assumiu o discurso antifeminista e chegou a questionar a existência do feminicídio como crime específico.
‘A direita elegeu o maior número de mulheres’
Na sequência, Samantha relacionou o resultado eleitoral de 2026 à participação feminina dentro da direita. Para ela, os partidos desse campo político teriam dado mais espaço para candidaturas de mulheres.
“Quem realmente elegeu mais mulheres nesse pleito agora, no âmbito nacional, estadual, foi a direita”, afirmou.
A deputada eleita citou resultados em diferentes estados para sustentar sua avaliação e mencionou, entre outros exemplos, a eleição de mulheres em Santa Catarina e a votação de Coronel Fernanda em Mato Grosso.
Samantha também criticou o discurso de setores da esquerda sobre os direitos políticos das mulheres e citou o voto feminino como exemplo.
Segundo ela, seria falsa a afirmação de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia acabar com o direito das mulheres ao voto. A declaração foi feita no contexto da disputa presidencial do segundo turno.
Voto feminino
Ao abordar a conquista do voto feminino no Brasil, Samantha atribuiu a luta pelo sufrágio a uma mulher cristã e utilizou o tema para reforçar sua crítica à esquerda.
A declaração ocorre em meio à repercussão das posições de Eduarda Campopiano. Após ser eleita, a parlamentar paulista também negou ser contrária ao voto feminino. Em entrevista recente, afirmou defender o direito ao voto e disse discordar da tentativa de atribuir exclusivamente ao feminismo a conquista desse direito.
A eleição de Campopiano colocou o discurso antifeminista no centro do debate político após o pleito. Dados citados pelo UOL apontaram que as buscas pelo termo “feminismo” mais que dobraram no Google em uma semana após a eleição da parlamentar.
Samantha, que foi eleita deputada estadual por Mato Grosso, deve assumir o mandato na Assembleia Legislativa a partir da próxima legislatura. A fala marca seu posicionamento sobre uma das pautas que ganhou espaço no debate político após as eleições de 2026.




















