Cerca de 20 prefeitos do PL de Mato Grosso foram a Brasília nesta segunda-feira (3) para cobrar explicações do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, sobre a aliança firmada com o MDB para as eleições deste ano.
O acordo, anunciado no domingo (2) pelo senador Wellington Fagundes (PL) e pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), prevê Wellington como candidato ao Governo de Mato Grosso, enquanto Janaina e o deputado federal José Medeiros (PL) disputarão as duas vagas ao Senado.
A composição, porém, provocou reação dentro do próprio PL. Prefeitos da sigla alegam que a aliança contraria posicionamentos defendidos anteriormente por lideranças municipais e passaram a pressionar a direção nacional para rever o acordo.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi um dos primeiros a rejeitar publicamente a composição. Ele afirmou que não pretende dividir palanque com integrantes do MDB, citando adversários políticos que hoje integram a legenda.
“Brigamos na última eleição e continuamos oponentes, agora querem colocar todo mundo no mesmo ônibus e fazer de conta que somos amiguinhos. Não dá não”, declarou.
Também se posicionaram contra a aliança os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Flávia Moretti, de Várzea Grande, ambos do PL.
Cláudio classificou o acordo como “uma total incoerência” com o projeto político que defende. Já Flávia afirmou que não pretende dividir palanque com Janaina Riva nem com Kalil Baracat, seu principal adversário na disputa eleitoral de Várzea Grande.
A movimentação em Brasília aumenta a pressão sobre Valdemar Costa Neto e pode ampliar a crise interna no PL de Mato Grosso. Nos bastidores, prefeitos contrários ao acordo avaliam até a possibilidade de deixar o partido caso não haja consenso com a direção nacional.


















