O debate entre os candidatos ao Governo, Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a ser marcado por acusações e troca de provocações na TV Vila Real. Desta vez, o embate teve como centro os incentivos fiscais concedidos pelo Estado e supostos benefícios a empresas ligadas às famílias dos dois adversários.
Wellington direcionou novamente a Pivetta uma pergunta sobre a diferença entre renúncia fiscal programática e não programática, tema que já havia sido levantado no debate da TV Centro América, realizado na última terça-feira (29).
Ao responder, Pivetta preferiu defender o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), destacando a quantidade de empresas contempladas pela política de incentivos. O governador também voltou a citar empresas supostamente relacionadas à família de Wellington.
“O nosso programa de incentivo fiscal, o Prodeic, do qual sua família é beneficiada, esse programa beneficia 1.500 indústrias”, afirmou Pivetta.
Wellington reagiu de forma contundente e acusou o adversário de fazer uma afirmação falsa. O senador negou que suas empresas tenham sido beneficiadas pelo Prodeic e também rebateu a declaração de Pivetta sobre a SGM, madeireira localizada em Colniza que o governador havia associado a um dos filhos do parlamentar.
“Essa empresa não é e nunca foi do meu filho. E, se for verdade, eu renuncio ao meu mandato. E eu quero saber se o candidato agora, se ele estiver mentindo, ele também renuncia ao mandato”, desafiou Wellington.
Na sequência, Pivetta tentou reforçar sua versão apresentando um documento diante das câmeras. O governador afirmou que o material comprovaria a existência de registros no Prodeic envolvendo os filhos de Wellington.
A iniciativa, porém, foi interrompida pelo mediador Antônio Carlos, que lembrou aos candidatos que as regras do debate não permitiam a apresentação de documentos durante a transmissão.
“Ah, não pode? Desculpe”, respondeu Pivetta. Em tom descontraído, ainda questionou: “Eu posso ser expulso aqui do debate?”.
Mesmo após o término do tempo destinado às respostas, a discussão não terminou. Com os microfones desligados, os dois continuaram trocando provocações.
Pivetta aproveitou o momento para afirmar que estaria sendo alvo de uma ação conjunta dos adversários e cobrou que o debate fosse direcionado às propostas para Mato Grosso.
“Vocês perceberam que o consórcio dos dois aí só me agride. Eles não têm assunto para falar, estão desesperados e ficam me agredindo. Então eu quero falar de proposta”, afirmou.















