O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), seu adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso, e criticou a trajetória política do parlamentar. Em coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta afirmou que construiu sua vida profissional antes de ingressar na política e acusou o senador de ter feito carreira exclusivamente no meio político.
“A minha trajetória, comparada com a dele, é de um trabalhador que começou com 15 anos e fez uma trajetória de resultado, produção, resultado, e que enveredou para a política com a vida feita para servir o povo”, afirmou.
Na sequência, Pivetta fez uma crítica direta à carreira de Wellington e disse que o senador nunca teria atuado empresarialmente. “Diferente dele, que se formou agrônomo, foi para a política, se formou veterinário, foi para a política, nunca atuou empresarialmente e só fez negócio na política a vida toda”, disparou.
Wellington é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e ingressou na política institucional em 1990, quando foi eleito deputado federal. Desde então, acumulou seis mandatos consecutivos na Câmara antes de chegar ao Senado.
Pivetta também associou a trajetória de Wellington aos governos do PT e afirmou que o senador manteve proximidade política durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
“Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, ele foi”, afirmou.
O governador ainda acusou o adversário de ter exercido forte influência sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), dizendo que Wellington “mandava no DNIT”. A declaração integra uma ofensiva de Pivetta para questionar a atuação do senador em Brasília e o volume de recursos obtidos por meio de emendas parlamentares.
Nos últimos dias, Pivetta afirmou que pretende apresentar durante a campanha um levantamento sobre as emendas destinadas por Wellington e onde os recursos teriam sido aplicados. Segundo o governador, o senador teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas ao longo dos últimos anos.
O embate marca uma tentativa de Pivetta de transformar a disputa eleitoral em uma comparação entre sua experiência no Executivo e a trajetória de Wellington no Legislativo. O governador tem usado sua atuação à frente do Estado para se apresentar como gestor, enquanto procura questionar o histórico parlamentar do adversário.


















