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“Não fui eleita para ser presidente”: Paula Calil descarta derrota e defende legado à frente da Câmara de Cuiabá

Presidente afirma que conduziu eleição com imparcialidade, diz que apoiará gestão de Ilde Taques e rebate críticas de que Câmara seria “puxadinho” do Executivo
Foto: 24 horas MT

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A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), descartou qualquer sentimento de derrota após a eleição de Ilde Taques (Podemos), para comandar a Mesa Diretora no biênio 2027/2028. Segundo ela, a prioridade agora é garantir uma transição tranquila e iniciar um processo de pacificação entre os vereadores.

Paula afirmou que a eleição desta terça-feira (6) ocorreu de forma tranquila e dentro do Regimento Interno. Segundo ela, Ilde já havia consolidado 15 votos declarados antes da votação, o que levou o grupo ligado à atual presidência a apoiar a chapa única.

“Entendemos que o vereador Ilde Taques, que vem fazendo uma construção há algum tempo, teve habilidade, conseguiu os 15 votos, consolidou os 15 votos. Então, hoje pela manhã, nós fizemos uma conversa com os vereadores do nosso grupo para que a gente acompanhasse essa chapa”, explicou.

Para Paula, a decisão também teve como objetivo evitar uma disputa que pudesse aprofundar divisões internas na Casa.

“É importante para que o processo de pacificação da instituição comece agora. Nós queremos uma Câmara harmônica, uma Câmara que não tenha conflitos entre os pares e que a gente tenha um bom ambiente de trabalho”, afirmou.

A presidente também desejou sucesso ao futuro comandante da Casa e disse esperar que a próxima gestão mantenha independência em relação ao Executivo Municipal.

“Não fui eleita para ser presidente”

Questionada se deixava a presidência com sensação de derrota, Paula rejeitou a avaliação.

“Derrota? Não, de forma alguma. Porque eu não fui eleita para ser presidente da Câmara. Eu fui eleita para ser vereadora e exercer o meu mandato de vereadora”, declarou.

Ela afirmou ainda que pretende manter uma relação institucional com Ilde e demais integrantes da nova Mesa e se colocou à disposição para colaborar durante o período de transição.

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“Eu quero que ele faça um bom trabalho. O que a gente puder dar de suporte agora nesse período de transição, a gente vai dar”, afirmou.

Legado

Ao falar sobre o período de um ano e dez meses à frente da Câmara, Paula destacou medidas administrativas, investimentos na estrutura física e ações voltadas aos servidores.

Entre os pontos citados por ela estão a aquisição de equipamentos, melhorias estruturais, a criação da Procuradoria Especial da Mulher e a implantação de um refeitório para os servidores.

“Nós temos uma gestão que buscou a economicidade, uma gestão que trouxe melhorias para os servidores efetivos e servidores comissionados. Tivemos compra de equipamentos que estavam há muitos anos defasados e melhorias na parte estrutural da Câmara”, afirmou.

Paula também ressaltou que procurou manter diálogo com os vereadores que não apoiaram sua chapa na eleição anterior.

“Desde o primeiro momento procurei trazê-los, porque na minha missão enquanto presidente, além da condução dos trabalhos, também procurei conduzir trazendo todos os vereadores, para a gente ter um ambiente harmônico”, disse.

“Puxadinho do Executivo”

Paula também reagiu às críticas de que a Câmara teria atuado como um “puxadinho” do prefeito Abilio Brunini. A presidente rejeitou a avaliação e afirmou que as decisões são tomadas pelo conjunto dos vereadores em plenário.

“Como assim puxadinho do Executivo? Se quem avalia é o plenário. O voto aqui não é um voto único, monocrático. O voto é do plenário, o plenário que decide”, declarou.

Ela citou como exemplo a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada ou rejeitada? [ajustar conforme registro oficial da votação], para sustentar que os vereadores não necessariamente acompanham as posições do Executivo.

“Os vereadores não aprovaram a LDO. Agora chegou a LOA. A LOA vai ser lida na sessão de quinta e precisa tramitar nas comissões”, afirmou.

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Segundo Paula, a tramitação das matérias segue as regras internas da Casa e passa pelas comissões antes da votação em plenário.

“A gente não pode ficar com narrativas infundadas, só narrativas, porque tudo que chega aqui tramita pelas comissões e vem para o plenário. Cada vereador se posiciona de acordo com aquilo que acredita”, afirmou.

Resposta a críticas de Marisa Leão

Paula também foi questionada sobre declarações da vereadora Maysa Leão, que teria criticado a condução de determinadas pautas e utilizado o termo “subserviência” para se referir à relação da Câmara com o Executivo.

Sem entrar diretamente no mérito das críticas da colega, Paula afirmou que cada parlamentar tem liberdade para defender sua própria posição.

“Eu não posso falar pela vereadora Marisa Leão, porque o plenário e o Parlamento em si são plurais. Cada um tem o seu posicionamento. Esse é o posicionamento da vereadora Marisa Leão”, respondeu.

Em seguida, voltou a contestar a ideia de que a Câmara seja subordinada ao Executivo.

“Subserviência, como assim subserviência? Se as matérias são apreciadas por todos em plenário. O voto aqui não é monocrático. O plenário é plural, democrático, republicano. Cada um se posiciona de acordo com aquilo que acredita”, afirmou.

Para Paula, o respeito entre os parlamentares deve prevalecer mesmo diante das divergências.

“O respeito é a base das relações”, concluiu.

Próximos passos

Fora da presidência, Paula afirmou que ainda não definiu em quais comissões pretende atuar durante o próximo biênio. Ela citou interesse pelas áreas de economia, direitos da mulher e saúde.

A vereadora afirmou que a escolha dependerá das discussões no Colégio de Líderes e da distribuição das comissões.

“Com o que a gente tem identidade. Isso é muito importante para que você consiga fazer um bom trabalho”, concluiu.

 

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