Candidatos a deputado estadual e federal do Partido Novo em Mato Grosso pediram à direção estadual da legenda o rompimento do apoio às candidaturas de Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado e de José Medeiros (PL) ao Senado. A solicitação ocorreu durante uma reunião realizada na noite de segunda-feira (14) e foi motivada, segundo o partido, pelo suposto descumprimento de acordos firmados com o PL para a campanha.
O pedido foi confirmado pelo presidente estadual do Novo, Rafael P. Lacovacci, em nota divulgada pela legenda. Segundo ele, parte dos candidatos apresentou reclamações relacionadas aos compromissos assumidos para a disputa eleitoral e solicitou o rompimento da aliança.
Apesar da pressão interna, a direção estadual do Novo ainda não oficializou o rompimento. O partido informou que irá analisar as reclamações e conversar com representantes do PL antes de tomar uma decisão definitiva.
Vice de Wellington é do Novo
A situação também envolve a própria composição da chapa de Wellington Fagundes. O empresário Reinaldo de Morais, do Novo, é candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo PL.
De acordo com a nota, a direção do Novo pretende conversar tanto com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, quanto com Reinaldo para discutir os pontos levantados pelos candidatos e buscar um alinhamento antes de definir os próximos passos.
Partido descarta Natasha
A direção estadual do Novo também negou a possibilidade de apoiar a candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo de Mato Grosso.
Segundo Lacovacci, existem “profundas incompatibilidades ideológicas” entre o Novo e o projeto da candidata. O presidente afirmou ainda que candidatos da legenda que decidirem apoiar Natasha poderão sofrer medidas internas, incluindo expulsão por infidelidade partidária.
Decisão ainda depende de negociação
Com a reclamação apresentada pelos candidatos, a aliança entre Novo e PL entrou em discussão interna na reta final da campanha. Por enquanto, porém, não houve anúncio oficial de retirada do apoio a Wellington Fagundes e José Medeiros.
A direção estadual deverá avaliar as reivindicações e negociar com as lideranças do PL antes de decidir se mantém ou rompe formalmente a aliança.


















