O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) defendeu, durante debate realizado nesta quinta-feira (3), uma mudança na relação entre União, Congresso Nacional e municípios. Para ele, as prefeituras precisam ter mais autonomia financeira e não podem depender da liberação de emendas parlamentares para conseguir recursos destinados a obras e serviços públicos.
Ao criticar o atual modelo, Galvan afirmou que a dependência transformou gestores municipais em “esmoleiros” de parlamentares. “Prefeitos e vereadores viraram verdadeiros esmoleiros de parlamentares. Isso escraviza o prefeito, escraviza o vereador e virou um balcão de negócios em Brasília”, declarou.
Na avaliação do candidato, o problema não está apenas na existência das emendas, mas na forma como os recursos são distribuídos e utilizados como instrumento de dependência política. Para Galvan, municípios deveriam receber uma parcela maior dos recursos diretamente, permitindo que os prefeitos definam as prioridades de acordo com as necessidades de cada cidade.
“Eu sou contra essa perversidade das emendas parlamentares”, afirmou. Segundo ele, o dinheiro público precisa chegar ao município sem que o gestor tenha de recorrer constantemente a deputados e senadores em busca de recursos.
Galvan também defendeu uma mudança na própria atuação do Congresso Nacional. “A função do parlamentar é fiscalizar e legislar. Não foi criado para ser carregador de dinheiro”, disse.
Para o candidato, fortalecer os municípios significa garantir que prefeitos tenham condições de administrar com planejamento e responsabilidade, sem depender da boa vontade de parlamentares para executar investimentos. Ele defendeu o fortalecimento das transferências constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), como alternativa para ampliar a autonomia das prefeituras.
A proposta, segundo Galvan, busca mudar uma relação que considera desigual entre municípios e Brasília. Na visão do candidato, prefeitos devem poder discutir diretamente as necessidades de suas cidades e contar com recursos previsíveis para atender a população, em vez de transformar a busca por verbas em uma rotina de viagens e negociações políticas.
“Isso escraviza o prefeito, escraviza o vereador”, reforçou Galvan, ao sustentar que o município precisa deixar de ser dependente de intermediários para ter acesso a recursos públicos.
O discurso reforça uma das principais bandeiras apresentadas pelo candidato no debate: a defesa de maior autonomia para os municípios e de uma relação menos dependente entre prefeitos e parlamentares. Para Galvan, o fortalecimento do municipalismo passa por dar aos gestores locais mais recursos e liberdade para decidir onde o dinheiro público é mais necessário.

















