O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), defendeu uma apuração rigorosa da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telecomunicações Oi. Um dos alvos da operação foi o ex-governador Mauro Mendes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Galvan afirmou que espera o avanço das investigações com transparência e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados, caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo do processo.
Segundo o candidato, denúncias envolvendo recursos públicos afetam diretamente a população, principalmente em áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
“Mais um caso de corrupção, com a Polícia Federal na casa do ex-governador Mauro Mendes. Eu já falei: é dinheiro público, é dinheiro da sociedade. A população sofre com a falta de recursos para a saúde, para o ensino, para a segurança e para a infraestrutura, e de repente surgem manchetes de que o ex-governador também está envolvido em corrupção”, afirmou.
Galvan destacou que cabe às autoridades competentes esclarecer todos os fatos e defendeu que a investigação seja conduzida com rigor e imparcialidade.
“Espero, claramente, que a Polícia Federal apure os fatos e que, se houver responsáveis, sejam punidos de forma exemplar”, declarou.
Operação investiga acordo com a Oi
A Operação Heritage apura um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telecomunicações Oi, que previa a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.
De acordo com a Polícia Federal, existem indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos, por meio de uma estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos valores.
Conforme a investigação, os fatos podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. A Polícia Federal ressalta que outras infrações penais poderão ser identificadas durante o andamento das investigações.
Mauro nega irregularidades
Após a operação, Mauro Mendes afirmou, por meio das redes sociais, que a investigação é resultado de uma “armação” promovida por adversários políticos. O ex-governador negou ter cometido qualquer irregularidade e declarou confiar que os fatos serão esclarecidos durante o curso das investigações.
Até o momento, a Operação Heritage segue em andamento e não há condenação dos investigados.
















