O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, negou nesta quinta-feira (6) qualquer envolvimento no suposto esquema de desvio de recursos públicos investigado pela Polícia Federal na Operação Heritage. Ele afirmou que sua relação com o caso se restringe à atuação como advogado, antes de assumir o cargo no CNJ.
Em nota, Rabaneda explicou que prestou serviços jurídicos durante as negociações que resultaram no acordo entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. Segundo ele, sua atuação ocorreu exclusivamente dentro do exercício regular da advocacia e os honorários recebidos foram pagos com base em contrato formal e devidamente declarados.
O conselheiro ressaltou ainda que os fatos relacionados à diligência realizada pela PF no escritório onde trabalhava são anteriores à sua nomeação para o CNJ e não possuem relação com suas atividades no Conselho.
A Operação Heritage investiga suspeitas de desvio de mais de R$ 308 milhões relacionados ao acordo entre o Estado e a empresa de telefonia, além de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, peculato e contra o Sistema Financeiro Nacional.
Rabaneda não é investigado por atos praticados no exercício da função de conselheiro do CNJ. A apuração tramita sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
















