O candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) afirmou que a carga tributária tem dificultado a manutenção das empresas e comprometido a geração de empregos em Mato Grosso. Segundo ele, o fechamento de estabelecimentos afeta toda a cadeia produtiva, da produção de matérias-primas ao comércio.
Durante discurso, Galvan também defendeu a renovação dos representantes do estado no Congresso Nacional. Para o candidato, a atuação de deputados e senadores não deve ser avaliada somente pelos recursos destinados aos municípios, mas também pelos votos em propostas com impacto direto sobre a economia.
“Expulsa esses velhos políticos da política, esses que se dizem endeusados: ‘eu trouxe tanto dinheiro para Guarantã, Matupá, Novo Mundo ou para qualquer outro município’. Eles não são milagrosos. São os que estão votando dentro do Congresso Nacional coisas que trazem dano para nós depois, principalmente os impostos”, declarou.
Galvan argumentou que a crise no comércio também prejudica produtores e indústrias responsáveis pela transformação das mercadorias.
“Quando você quebra o comércio, quebra as duas pontas: o que produz a matéria-prima e o que transforma a matéria-prima. Seja minério, vegetal ou animal”, afirmou.
Segundo o candidato, a redução das vendas torna despesas como aluguel, energia elétrica e folha salarial mais difíceis de serem mantidas, aumentando o risco de demissões e encerramento das atividades.
“Não tem mais sustentação hoje, infelizmente. Tem lojas fechando as portas porque não suportam mais. O aluguel se torna caro quando você não vende, a energia se torna cara, o funcionário se torna caro e esse funcionário vai perder o seu salário”, disse.
O candidato ainda criticou o uso permanente de programas assistenciais. Na avaliação dele, a manutenção dos benefícios depende do fortalecimento dos setores responsáveis pela produção, geração de empregos e arrecadação de impostos.
“Assistencialismo dura enquanto tem um comércio forte, enquanto tem uma indústria forte, enquanto tem uma produção agrícola forte, porque é daí que você recolhe impostos”, argumentou.
Ao concluir, Galvan defendeu que o fortalecimento da atividade econômica e a criação de empregos sejam tratados como prioridades para garantir renda à população e recursos para as políticas públicas.


















