O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), minimizou a resistência de prefeitos do próprio partido em relação à sua candidatura e afirmou que os gestores não podem ser pressionados a apoiar determinado projeto político.
Questionado sobre a falta de apoio de parte dos prefeitos do PL, Wellington afirmou que recebeu ligações de gestores relatando pressão para que assinassem manifestações políticas. Segundo ele, o prefeito deve priorizar os interesses do município, independentemente da legenda partidária.
“Eu recebi muitas ligações de prefeitos. Estão me pressionando para assinar um abaixo-assinado. Assine, prefeito. Faça isso, você tem que brigar e lutar pelos recursos e interesses da sua cidade. Ele foi eleito para isso”, afirmou.
O senador também destacou o caráter secreto do voto e disse que, embora um prefeito possa declarar publicamente apoio a um candidato, a decisão final pertence ao eleitor.
“O voto é secreto. Então, o eleitor é absoluto. Essa é a coisa mais forte da democracia. O voto secreto, que você não pode levar nem no celular, onde ele tem o direito de escolher livremente para não receber pressão”, declarou.
Prefeitos do próprio PL entram na campanha de Pivetta
A fala ocorre justamente em meio a um movimento de dissidência dentro do próprio PL. Nesta semana, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) passou a divulgar vídeos de prefeitos que declararam apoio à sua candidatura à reeleição. Entre os 17 gestores que aparecem nas publicações, dois são filiados ao PL, partido de Wellington e que está no palanque adversário.
São eles Emerson Sabatine, prefeito de Itanhangá, e Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis. A adesão dos dois representa um apoio público a Pivetta na disputa direta contra Wellington pelo Governo de Mato Grosso.
O movimento reforça a dificuldade de Wellington em reproduzir nos municípios o alinhamento definido pela direção estadual do PL. Dos 17 prefeitos que apareceram nos vídeos, 11 pertencem a partidos que não integram a aliança eleitoral de Pivetta: além dos dois prefeitos do PL, são cinco do MDB, três do PSB e um do PRD.
Entre os demais dissidentes estão João Filho Marques Rodrigues, de General Carneiro; Mariano Kolankiewicz Filho, de Água Boa; Volmir Bassani, de Santa Rita do Trivelato; Vanderlei Antônio de Abreu, de Porto dos Gaúchos; e Jacob André Bringsken, de Vila Bela da Santíssima Trindade, todos do MDB.
Pelo PSB, declararam apoio Reginaldo Martins Del Colle, o Narizinho, de Nova Nazaré; Júnior Contador, de Novo Santo Antônio; e José Pereira Maranhão, o Zé Maranhão, de Alto Boa Vista. Já Valdinei Holanda Moraes, o Nei da Farmácia, de Juara, representa o PRD.
Apesar das manifestações, Wellington afirmou que, caso seja eleito, pretende manter uma relação institucional com todos os prefeitos, sem considerar a filiação partidária.
“Eu sou um municipalista convicto e não vou discriminar qual o prefeito, de qual partido ele é. Vou atender a todos, principalmente aqueles que mais precisam, aqueles que estão lá sofrendo por falta da presença do Estado”, afirmou.
O candidato também disse que sua atuação política sempre foi marcada pela relação com diferentes governos e partidos e que, depois de eleito, o político deve trabalhar independentemente de quem esteja no comando do Executivo.
“Eu não olho o corpo partidário depois de eleito. E quero repetir: o voto é uma confiança que o eleitor deposita no político. E a melhor forma de retribuir essa confiança é o trabalho”, completou.


















