O senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD) rebateu as críticas de parte do setor do agronegócio de Mato Grosso por sua aproximação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que sua atuação no Congresso Nacional sempre buscou ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade. Segundo o parlamentar, a construção de alianças faz parte da atividade política e não representa um afastamento das pautas do agro, setor do qual afirma fazer parte.
Ao comentar os questionamentos sobre sua composição de chapa e a escolha de suplentes, Fávaro destacou que sua trajetória política foi pautada pelo municipalismo e pela defesa dos interesses dos municípios mato-grossenses, sem deixar de reconhecer a importância estratégica do agronegócio para a economia estadual.
“Política é assim, política se faz agregando. Eu também sou do agro, mas, a partir do momento que vim para a política, me dediquei ao municipalismo. Atendi os 142 prefeitos, todos os vereadores, e nenhum município ficou sem atendimento do senador Carlos Fávaro. Mas reconheço a força da agropecuária e, por isso, quero ter um suplente que não será figurativo, que vai representar a força da agropecuária dentro do Senado Federal. Foi por isso que convidei o Schenck, que conheço há mais de 20 anos e com quem liderei entidades do setor.”
O senador afirmou que a composição da chapa foi pensada para representar diferentes segmentos da sociedade mato-grossense. Além do agronegócio, ele ressaltou a participação de representantes do funcionalismo público e das mulheres, defendendo que a diversidade fortalece o projeto político.
“Os servidores públicos foram muito esmagados e desprestigiados. A Carme representa essa categoria e tenho certeza de que nosso mandato vai resgatar a dignidade dos servidores públicos. O conjunto da obra é que faz o sucesso de uma chapa.”
Durante a entrevista, Fávaro também voltou a defender a pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko ao Governo de Mato Grosso e afirmou que o Estado tem a oportunidade de eleger, pela primeira vez em sua história, uma mulher para comandar o Palácio Paiaguás.
O parlamentar lembrou sua atuação no Congresso Nacional em defesa da participação feminina na política, citando a aprovação de medidas que ampliaram a presença das mulheres nas eleições por meio da reserva de recursos, tempo de propaganda eleitoral e vagas nas chapas.
“Apesar de Mato Grosso já ter mais de 300 anos, nunca teve uma governadora mulher. Mas isso nós vamos corrigir. Fui autor de uma emenda à Constituição e de um projeto de lei que garantiu mais direitos às mulheres na política, com tempo de televisão, recursos e vagas nas chapas. Agora, temos a oportunidade de resgatar a capacidade política da doutora Natasha. Em outra eleição não deixaram, mas agora ela está pronta e preparada para ser a primeira governadora do Estado de Mato Grosso.”



















