Após incertezas e manifestações sobre o futuro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (04), que a situação foi normalizada e que o serviço continuará operando sem interrupções. A definição ocorreu após reunião que tratou do impasse envolvendo contratos e a atuação das equipes.
Segundo o governador, o problema teve origem em falhas de comunicação e informações desencontradas, o que acabou gerando apreensão entre profissionais e usuários do sistema. Ele garantiu que não há mais risco de descontinuidade e que os trabalhadores serão recontratados para assegurar o funcionamento do atendimento de urgência.
“Ficou apaziguado, tranquilo. No início eu não tinha entendido exatamente o que ocorreu. Houve esse tumulto por falta de comunicação, por um pouco de desinformação, mas está tudo certo. O pessoal vai ser recontratado, o Samu precisa deles”, afirmou.
Durante a explicação, o governador disse que o modelo adotado em Cuiabá difere do padrão nacional. Enquanto, na maioria das cidades brasileiras, o Samu é gerido pelos municípios, na capital mato-grossense a operação é conduzida pelo Governo do Estado. Ainda assim, ele reforçou que o impasse já foi superado.
“É um assunto que está superado. Não vejo por que a gente ficar gastando energia com isso”, pontuou.
Outro ponto levantado durante a entrevista foi a insatisfação de parte dos profissionais quanto à estrutura de comando, especialmente no que diz respeito à atuação conjunta com o Corpo de Bombeiros. Sobre isso, Pivetta afirmou que o Samu permanece vinculado à Secretaria de Estado de Saúde, mas conta com o suporte operacional dos bombeiros, que possuem equipes preparadas para atendimentos de emergência.
“Eles pertencem à Secretaria de Saúde. Nós temos o Corpo de Bombeiros com dezenas de equipes preparadas para fazer esse mesmo trabalho em todo o estado”, explicou.
O governador também falou dos avanços no serviço, principalmente na redução do tempo de resposta. De acordo com ele, o atendimento médio caiu de 25 para 16 minutos, o que representa uma diminuição de cerca de 40%.
“O importante é que nós melhoramos o serviço e o tempo de atendimento também diminuiu. É isso que importa para nós: o povo está sendo bem atendido”, concluiu.
Anteriormente, 56 profissionais foram exonerados, após fim dos contratos, entre condutores, técnicos de enfermagem e enfermeiros, mas diante do apelo da categoria, Pivetta afirmou que os mesmos serão recontratados e integrarão as equipes de atendimento do Samu.

















