Celebrado em 29 de junho, o Dia do Pescador reforça a importância de uma atividade que faz parte da rotina, da cultura e da economia de Mato Grosso. Em um estado marcado por rios, lagos e comunidades ribeirinhas, a pesca representa sustento para milhares de famílias, movimenta o turismo e impulsiona pequenos negócios ligados ao setor.
Autor de leis que criaram os sítios pesqueiros estaduais, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) afirmou que a organização da atividade é essencial para garantir desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.
Segundo o parlamentar, os sítios pesqueiros surgiram para regulamentar áreas com grande potencial hídrico e fortalecer a pesca esportiva, científica e de subsistência.
“Quando criamos os sítios pesqueiros, pensamos no pescador, no ribeirinho, no comerciante, no turismo e também na preservação. A pesca precisa gerar renda, mas precisa continuar existindo para as próximas gerações. Esse equilíbrio é o ponto central do nosso trabalho”, afirmou.
Atualmente, Mato Grosso conta com quatro polos oficiais instituídos por meio de legislação proposta por Dilmar Dal Bosco. Entre eles está o sítio pesqueiro do Teles Pires, que abrange o lago da Usina Hidrelétrica de Sinop e envolve os municípios de Sinop, Cláudia, Itaúba, Ipiranga do Norte e Sorriso.
Outro polo é o sítio pesqueiro de Paranaíta, reconhecido como rota da pesca desportiva e patrimônio material cultural.
Também fazem parte da política estadual o sítio pesqueiro de Nortelândia, voltado para a represa da PCH Santana, e o sítio pesqueiro de Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia, localizado no lago da usina hidrelétrica da região.
As áreas são destinadas à prática da pesca esportiva, pesquisas científicas, piscicultura familiar, comercial e de subsistência, respeitando normas ambientais e de conservação.
Dilmar destacou que a pesca organizada tem potencial para movimentar pousadas, restaurantes, marinas, comércio local e serviços ligados ao turismo.
“O peixe no rio também representa emprego na cidade. Quando uma família vem pescar, ela abastece, se hospeda, compra, consome e ajuda a economia local. O sítio pesqueiro cria um ambiente seguro para isso, com responsabilidade ambiental e oportunidade para quem mora na região”, declarou.
No Dia do Pescador, o deputado reforçou a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à integração entre produção, lazer, turismo, ciência e preservação.
Segundo ele, Mato Grosso reúne condições naturais e potencial econômico para consolidar a pesca como ferramenta de desenvolvimento regional.
“Eu defendo a pesca que respeita o meio ambiente, valoriza quem vive perto dos rios e abre novas portas para os municípios. Mato Grosso tem rios extraordinários e gente trabalhadora. O nosso papel é criar condições para que essa riqueza gere desenvolvimento, sem perder o compromisso com a preservação”, concluiu.



















