A senadora Margareth Buzetti (PP) avaliou que a indefinição sobre a candidatura do União Brasil ao Governo de Mato Grosso pode provocar desgaste político e defendeu que a decisão seja tomada o quanto antes pela convenção partidária. Segundo ela, embora o estatuto permita a intervenção da direção nacional, a tendência é que seja respeitada a decisão construída no Estado.
“A instância nacional costuma ratificar aquilo que a estadual decidir. Mas, se isso demorar para ser resolvido, o desgaste acontece.”
Buzetti afirmou que o cenário atual lembra a disputa interna vivida pelo partido nas eleições para a Prefeitura de Cuiabá, quando o embate entre Eduardo Botelho (MDB) e Fábio Garcia (União Brasil) acabou enfraquecendo a candidatura governista.
“Temo que o partido sofra uma desidratação semelhante ao que ocorreu com o Botelho na disputa pela prefeitura. O conflito com o Fábio Garcia, sem um consenso interno, acabou prejudicando a candidatura.”
A parlamentar também revelou que procurou o senador Jayme Campos (União Brasil) antes do encontro político realizado em Dom Aquino para esclarecer se ele pretendia disputar uma vaga ao Senado. Segundo ela, chegou a colocar sua candidatura à disposição em respeito à trajetória do colega.
“Estive na casa do senador um dia antes do evento em Dom Aquino e perguntei se ele queria ser candidato ao Senado. Disse que, se esse fosse o desejo dele, eu retiraria minha candidatura por respeito à história dele.”
De acordo com Buzetti, Jayme negou a intenção de disputar o Senado e, na ocasião, ofereceu a ela uma vaga em sua chapa.
“Ele disse que não seria candidato ao Senado e me ofereceu uma vaga na chapa.”
Para a senadora, a discussão deveria ter sido resolvida internamente antes de chegar ao debate público.
“É lamentável que um assunto tão delicado tenha que ser discutido pela imprensa antes da convenção, quando poderia ter sido resolvido previamente.”
Questionada sobre a atuação do governador Mauro Mendes nas articulações, Buzetti afirmou que não acompanhou os bastidores e, por isso, preferiu não fazer avaliações.
“Não posso opinar sobre a influência do governador porque não acompanhei os bastidores do partido. Tenho um estilo mais direto, mas não participei dessas tratativas.”
Ela também evitou fazer previsões sobre o resultado da convenção.
“Não trabalho com hipóteses. Vamos esperar o resultado da convenção.”
Apesar de afirmar que mantém uma relação respeitosa com Jayme Campos, Buzetti deixou claro que seu alinhamento político está com o projeto liderado por Otaviano Pivetta e que não apoiará uma eventual candidatura do senador ao Governo do Estado.
“Não tenho nenhuma divergência pessoal com o senador. Sempre foi um colega correto e respeitoso. Mas meu alinhamento político é com o grupo que apoia Otaviano Pivetta. Por isso, não teria como pedir votos para o Jayme caso ele fosse o escolhido”, concluiu.

















