O embate entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL) ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (30). Após a troca de provocações nas redes sociais, Pivetta voltou a comentar o assunto e afirmou que não se pauta pelas declarações do adversário, mas reforçou as críticas ao histórico político do senador e disse que pretende responder “à altura”, sem, segundo ele, “baixar o nível” do debate.
Durante entrevista, o governador minimizou o comentário feito por Wellington em uma publicação no Instagram. “Eu não vi. Eu não sou pautado pelos comentários desse senhor. Ele não me interessa nada. Nada do que ele fala me interessa”, declarou.
Questionado se o tom das declarações não estaria rebaixando o debate político, Pivetta negou. Segundo ele, as críticas são direcionadas à trajetória pública do senador, e não ao campo pessoal.
“Quero crer que fui incisivo naquilo que falo, mas pessoalmente eu não falei nada sobre ele. Tem um livro que fala sobre ele, vocês que são da imprensa pesquisem”, afirmou, em referência à biografia mencionada pelo governador ao justificar o uso da expressão “história cabulosa”.
Ao ser perguntado se teme um agravamento dos ataques durante a pré-campanha de 2026, Pivetta respondeu que não tem receio de confrontos políticos. “Não tenho medo de absolutamente nada. Sou um homem livre”, disse, classificando como “normal” o aumento da tensão entre adversários em período pré-eleitoral.
O governador também confirmou que pretende responder às críticas feitas por Wellington, mas afirmou que o foco será comparar o histórico administrativo de cada pré-candidato.
“Vamos reagir à altura, mas não baixar o nível, absolutamente. Vamos discutir o comportamento, vamos discutir o histórico. O que cada candidato fez nas suas respectivas vidas em prol da população”, declarou.
Pivetta ainda voltou a ironizar a experiência de gestão do senador. Sem citar diretamente Wellington, afirmou que alguém pode estrear na administração pública a qualquer momento, mas ponderou que “não acredita que a terceira idade seja o momento de iniciar isso”. Na sequência, acrescentou que existem aspectos do histórico político que considera “bem piores”.
O governador também rebateu insinuações sobre uma possível mudança de posição do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, primeiro suplente de Wellington no Senado. Segundo Pivetta, Carvalho continua alinhado ao grupo político do governo e afirmou que quem mudou de posição foi o senador.
Farpas no Instagram
A nova manifestação ocorre dias depois de a troca de farpas sair das entrevistas e chegar às redes sociais. O embate teve início após Wellington criticar a proposta do Governo de Mato Grosso de contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para compensar a perda de arrecadação com o fim do Fethab 2 e manter investimentos, incluindo a construção de moradias populares pelo programa SER Família Habitação.
Na ocasião, Pivetta afirmou que o senador “não entende de gestão”, chamou Wellington de “desprezível” e disse que ele possui uma história “cabulosa”. Em seguida, publicou em seu perfil no Instagram um vídeo com o trecho da entrevista em tom de deboche, utilizando efeitos visuais e encerrando a publicação com a provocação: “Será que deu pra aprender?”.
Wellington respondeu na própria postagem e criticou a postura do governador. “Moradia digna é coisa séria. Não dá para brincar nem ironizar, governador. Que papelão!”, escreveu.
O episódio reforça o acirramento da disputa política entre dois dos principais nomes colocados para a sucessão ao Palácio Paiaguás nas eleições de 2026.

















