As principais lideranças do Partido Liberal (PL) de Mato Grosso marcaram presença na convenção nacional da sigla, realizada neste sábado (25), no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O evento reuniu filiados, parlamentares e apoiadores de diversas regiões do país e reforçou o discurso de fortalecimento do partido de olho nas eleições de 2026.
Representando Mato Grosso, participaram o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini; o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira; o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes; o deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros; a deputada federal Coronel Fernanda; e o empresário Odilio Balbinotti Filho, apontado como pré-candidato a primeira suplência ao Senado.
Durante o evento, Abilio Brunini destacou que a convenção simboliza o projeto político defendido pelo partido para o país e associou o momento ao processo eleitoral do próximo ano.
“A importância é o caminho da mudança do Brasil. A mudança começa com o 22 e vai dar tudo certo.”
Já o deputado federal José Medeiros ressaltou a mobilização dos apoiadores e o clima de entusiasmo durante o encontro. Segundo ele, a presença das lideranças nacionais e a grande participação do público demonstram a força da legenda na preparação para a disputa eleitoral.
“Estamos aqui no Pacaembu. O momento está chegando. Flávio Bolsonaro, o nosso presidente, está aqui com o apoio total da nossa bancada federal, estadual e de todas as nossas candidatas. Pacaembu lotado, lotado.”
O grupo busca consolidar uma candidatura ao Governo do Estado com Wellington Fagundes, além de fortalecer os nomes para a disputa ao Senado, entre eles José Medeiros e Oldilson Balbinotti.
Convenção é marcada por defesa de Bolsonaro e críticas ao STF
Além da participação de lideranças políticas de diversos estados, a convenção nacional do PL foi marcada por manifestações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O evento contou com a exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento de Bolsonaro, uma mensagem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e um discurso do presidente da Argentina, Javier Milei.
Em sua fala, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua candidatura representa a continuidade do projeto político do pai, a quem classificou como “o maior líder da direita que esse país já teve”. Segundo ele, Jair Bolsonaro teria sido alvo de três tentativas de ser “eliminado”: o atentado à faca durante a campanha de 2018, a prisão e, mais recentemente, o isolamento imposto por decisões da Justiça.
Flávio também direcionou críticas ao STF, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, a quem voltou a acusar de perseguir adversários políticos e restringir a liberdade de expressão. O senador ainda afirmou que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia ampliar a influência do governo sobre a Corte com a indicação de novos ministros, o que, segundo ele, colocaria em risco a liberdade de imprensa, a atuação da oposição e a livre manifestação nas redes sociais.
Em tom de campanha, o parlamentar também criticou o governo federal, afirmou que o Brasil foi “sequestrado” e prometeu “libertar o país desse cativeiro”. Ao encerrar o discurso, emocionado, disse que pretende dar continuidade ao legado político do ex-presidente e declarou: “Pai, eu vou te honrar. E você vai colocar essa faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem.”

















