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Operação Heritage

Veja quem são os principais alvos da PF que investiga acordo com a Oi

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A Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), tem entre os principais alvos o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) e integrantes das famílias dos dois. A investigação apura possíveis irregularidades no acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi.

Também são alvos da operação a primeira-dama Virginia Mendes e os filhos do ex-governador, Luis Antônio Taveira Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure. Do núcleo familiar de Fábio Garcia, estão na lista o pai do parlamentar, Fernando Robério de Borges Garcia, o tio Carlos Antônio Borges Garcia, a mãe Laura Paulino Garcia e a irmã Fabíola Garcia.

Entre os agentes públicos citados estão o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior; o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes; o procurador-geral adjunto, Luis Otávio Trovo Marques de Souza; e os procuradores Diego Marques Santana Miyoshi e Leonardo Vieira de Souza.

A relação inclui ainda o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Ricardo Gomes de Almeida e o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Ulisses Rabaneda dos Santos, além de advogados e pessoas apontadas pela investigação como operadores financeiros.

Leia Também:  PGE diz que vai colaborar com investigação da PF sobre acordo da Oi

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), também autorizou bloqueio e indisponibilidade de bens de até R$ 316 milhões, quebra de sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e outras medidas cautelares.

A PF investiga se o acordo com a Oi foi utilizado para desviar mais de R$ 308 milhões por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Os fatos são apurados, em tese, como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

A condição de alvo da operação não significa, por si só, que os citados tenham cometido crimes. As responsabilidades ainda serão apuradas no decorrer da investigação.

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