A secretária estadual de Segurança Pública, Coronel Susane Tamanho, afirmou que os policiais militares envolvidos na ocorrência que terminou na morte do servidor do Colégio Estadual Liceu Cuiabano serão afastados das atividades operacionais enquanto o caso é investigado.
A declaração foi dada após familiares da vítima contestarem a versão apresentada inicialmente pela polícia.
Segundo a secretária, a ocorrência teve início após um chamado feito ao Ciosp informando sobre uma situação de ameaça envolvendo um homem armado. Ela explicou que já foram instaurados procedimentos para apurar a atuação dos agentes e garantiu que todas as pessoas envolvidas serão ouvidas.
“Se houver qualquer situação que demonstre irregularidade por parte desses policiais, isso será apurado. O inquérito já foi instaurado, tanto pela Polícia Militar quanto pela Polícia Civil. Todas as pessoas serão ouvidas, inclusive familiares, testemunhas e os próprios policiais. E, diante da repercussão do caso, os policiais envolvidos serão afastados até a conclusão das investigações”, afirmou a secretária.
Susane ressaltou ainda que, em casos de intervenção policial com resultado morte, a abertura de inquéritos é automática e faz parte do protocolo padrão das forças de segurança. Ela afirmou que a apuração buscará esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.
A secretária também comentou sobre a necessidade de reforço nos protocolos de abordagem policial em situações envolvendo pessoas armadas ou em possível surto.
De acordo com ela, a Polícia Militar já possui procedimentos operacionais padronizados e os agentes passam constantemente por capacitações e treinamentos.
“Existe um procedimento operacional padrão consolidado para esse tipo de ocorrência. O policial é treinado para agir preservando primeiro a própria integridade e a das pessoas ao redor. Os treinamentos são constantes durante toda a carreira”, declarou.
Ao falar diretamente sobre a morte do servidor, Susane lamentou o desfecho da ação.
“Eu sinto muito. Independentemente de quem seja, é uma vida que foi perdida”, disse.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar.




















