A morte de Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, servidor da Escola Estadual Liceu Cuiabano, trouxe à tona um histórico de violência doméstica que, segundo a ex-companheira, se arrastou por quase três décadas.
Em depoimento à Polícia Civil, a mulher afirmou ter sido vítima de agressões físicas, ameaças constantes de morte, traições e controle excessivo durante os 27 anos de relacionamento.
Valdivino foi morto na última segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. A ocorrência começou a ser atendida pela Polícia Militar após uma denúncia apontar que a enteada dele estaria sendo mantida em cárcere privado dentro da residência.
As informações foram confirmadas pelo delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.
Segundo o delegado, tanto a ex-esposa quanto a enteada prestaram depoimentos marcados por forte abalo emocional.
Conforme relatado pela mulher, o comportamento de Valdivino dentro de casa era completamente diferente da imagem que ele transmitia socialmente.
“Ela relatou que, para as pessoas de fora, ele aparentava ser alguém exemplar, mas dentro de casa a realidade era outra”, explicou o delegado.
A ex-companheira também afirmou que tentou encerrar o relacionamento em diversas ocasiões, mas não conseguia se desvincular.
De acordo com o depoimento, Valdivino apresentava comportamento possessivo e ciumento, o que teria contribuído para manter a mulher sob constante pressão psicológica ao longo dos anos.
A DHPP segue investigando as circunstâncias da morte e os desdobramentos do caso.
(Com informações Primeira Página)




















