A Justiça converteu em preventiva a prisão de Alessandra do Nascimento Gonçalves, suspeita de matar a própria sogra, e determinou que ela permaneça presa durante o andamento das investigações. A decisão foi proferida pelo Plantão da Comarca de Porto Alegre do Norte.
Conforme a decisão, a vítima foi encontrada caída, com sinais de violência na cabeça, grande quantidade de sangue pelo corpo e um fio de energia amarrado ao pescoço. Alessandra era a única pessoa encontrada no imóvel junto ao corpo e, segundo os registros policiais citados pelo magistrado, estava com sangue pelo corpo e portava um pedaço de madeira.
No interrogatório mencionado pela Justiça, a suspeita teria relatado que pensou no crime na noite anterior, separou o objeto que seria utilizado, foi até a residência da sogra e aguardou a vítima na área dos fundos. Ela teria desferido golpes com o pedaço de madeira e, posteriormente, utilizado um fio de extensão elétrica no pescoço da mulher.
Ainda segundo o documento, a motivação apontada pela investigação estaria relacionada ao relacionamento da suspeita com o filho da vítima. Alessandra teria planejado matar a sogra para provocar sofrimento no companheiro e tentar impedir o fim da relação. O filho da vítima, por outro lado, declarou que a mãe mantinha boa convivência com Alessandra e a tratava como filha.
Ao determinar a prisão preventiva, o juiz Nelson Luiz Pereira Júnior considerou a preparação prévia, a violência empregada e a utilização de mais de um meio para matar a vítima. Para o magistrado, a liberdade da suspeita representaria risco à ordem pública e poderia interferir na investigação, que ainda possui perícias e depoimentos pendentes.
A defesa pediu que Alessandra fosse colocada em prisão domiciliar sob o argumento de que ela é mãe de filhos menores. O pedido foi negado. A decisão aponta que a legislação impede a substituição automática pela domiciliar quando a acusação envolve crime cometido com violência ou grave ameaça contra outra pessoa.
O juiz também determinou que o Conselho Tutelar e a equipe multidisciplinar verifiquem, em até cinco dias, a situação dos filhos da suspeita, incluindo com quem estão e se dependem exclusivamente dos cuidados da mãe.



















