A Comarca de Paranatinga realizará no próximo dia 21 de maio, a partir das 8h, uma sessão do Tribunal do Júri para julgar o caso de feminicídio que chocou a cidade em 2024.
O réu, Djavanderson de Oliveira Araújo, de 20 anos, é acusado de matar a ex-companheira Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, após atear fogo nela no dia 9 de setembro de 2024. O crime aconteceu no bairro Jardim Ipê, em Paranatinga, município localizado a 411 quilômetros de Cuiabá.
Segundo a denúncia, o acusado teria atraído a vítima até a antiga residência do casal usando o falso pretexto de que precisava de ajuda após um atropelamento. No local, após uma discussão motivada pelo inconformismo com o fim do relacionamento, ele teria jogado combustível sobre Juliana e ateado fogo em seu corpo.
A jovem sofreu queimaduras em cerca de 90% da superfície corporal e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceu internada por mais de duas semanas. Juliana não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 25 de setembro de 2024.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito também ficou ferido, com queimaduras em aproximadamente 50% do corpo. O mandado de prisão preventiva foi cumprido ainda durante a internação hospitalar, no dia 16 de setembro daquele ano.
As investigações apontaram que o crime teria sido premeditado. Conforme o delegado responsável pelo caso, Gabriel Conrado Souza, Djavanderson não aceitava o término do relacionamento.
Horas antes do ataque, o suspeito teria comprado R$ 13 em álcool em um posto de combustível da cidade. A mãe da vítima, Rosicléia Magalhães, relatou que Juliana estava insatisfeita com o relacionamento e pretendia solicitar uma medida protetiva contra o ex-namorado, que estaria perseguindo a jovem.
Natural do Acre, Juliana havia se mudado para Mato Grosso para morar com a irmã mais velha em Cuiabá. Segundo a família, ela conheceu o suspeito ainda na época em que ambos estudavam em Porto Acre (AC).
O acusado foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de fogo, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Conforme a Justiça, ele permanece preso preventivamente aguardando julgamento.
A sessão do Tribunal do Júri deve mobilizar familiares, autoridades e moradores da cidade devido à forte comoção causada pelo caso. O processo tramita em segredo de Justiça.





















