A empresa T. F. Zimpel Ltda., ligada a Taiany França Zimpel, que representou Mato Grosso em concurso de beleza, está entre os empregadores relacionados na atualização da “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo governo federal em outubro de 2026. O caso está associado ao resgate de trabalhadores em uma área rural de Nova Maringá.
A atualização nacional incluiu 82 novos empregadores, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. Segundo os dados divulgados, os registros estão distribuídos por 21 unidades da Federação e se referem a fiscalizações realizadas entre 2024 e 2026.
Minas Gerais concentra o maior número de inclusões, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão aparecem com seis registros cada.
Em Mato Grosso, a relação encaminhada reúne empregadores associados a ocorrências em municípios como Alto Taquari, Sorriso, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Pontal do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Juína, Comodoro, Nova Xavantina e Cuiabá.
Empresa ligada à ex-Miss teve trabalhadores resgatados
O caso da T. F. Zimpel Ltda. está relacionado ao resgate de trabalhadores em setembro de 2025, em uma área rural de Nova Maringá. O grupo atuava no corte e empilhamento de madeira em uma região isolada, de difícil acesso.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades trabalhistas, os trabalhadores enfrentavam condições precárias de alojamento e higiene, além de problemas relacionados ao acesso à água potável e à contratação da mão de obra.
A empresa afirmou, à época, que havia contratado serviços terceirizados e que colaborou com as autoridades. Também declarou ter firmado um termo de ajustamento de conduta de caráter reparatório, sem confissão de culpa, e repudiou práticas de trabalho análogo à escravidão.
Veja os empregadores e locais citados em Mato Grosso
A relação encaminhada aponta os seguintes registros:
* T. F. Zimpel Ltda. — Fazenda Eliane, Raquel e Quinhão, zona rural de Nova Maringá. O registro está associado a 19 trabalhadores.
* Ana Paula Fernandes de Menezes Ltda. — Fazenda Taquari, em Alto Taquari. O registro envolve 12 trabalhadores.
* Líder Pisos Construções Ltda. — Sorriso. O caso envolve 10 trabalhadores que estavam alojados em um ônibus adaptado como moradia.
* Onério Castanha — Fazenda Novo Astro, zona rural de Nova Bandeirantes. O registro envolve quatro trabalhadores.
* João Milton de Oliveira Baldez — obras no condomínio Florais Chapada, em Chapada dos Guimarães. O registro aponta seis trabalhadores.
* Tadeu Caetano Antunes — Fazenda Triângulo, zona rural de Pontal do Araguaia. O registro envolve dois trabalhadores.
* Eduardo Antonio Barros da Silva — Fazenda Filadélfia, zona rural de Nova Xavantina. O registro aponta um trabalhador.
* Christian Jaune — residência da mãe dele, em Cuiabá. O cadastro aponta um trabalhador.
* Leonildo Marlins Barbosa de Castro — avenida Carmindo de Campos, bairro Dom Aquino, em Cuiabá. O registro envolve um trabalhador.
* Roberto dos Santos — trecho da MT-235, zona rural de Comodoro. O cadastro aponta dois trabalhadores.
* Vilson Balotin — Sítio Recanto Feliz, zona rural de Juína. O registro envolve um trabalhador.
* Wilson José de Andrade Guedes — Fazenda Passagem da Onça, também conhecida como Fazenda Guedes, em Chapada dos Guimarães. O registro aponta um trabalhador.
Os números acima correspondem aos quantitativos informados na relação encaminhada e não devem ser somados automaticamente como se todos fossem novos casos da atualização de outubro. Alguns registros têm datas de inclusão anteriores, em abril de 2025, outubro de 2025 e abril de 2026.
Como funciona a lista
O Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão é atualizado semestralmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A inclusão ocorre após a conclusão do processo administrativo, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O cadastro dá publicidade aos casos em que a responsabilização administrativa foi confirmada. Os nomes permanecem na lista por dois anos, conforme as regras aplicáveis.



























