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COMPARAÇÃO FEITA

“É o Vorcaro de Cuiabá”, diz advogada de coronel Caçadini sobre Roberto Zampieri

A advogada disse que a intenção da defesa é apresentar aos jurados a versão sustentada pela defesa e reforçou que Caçadini está preso há quase três anos

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A advogada Sarah Quinetti, que integra a defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, afirmou nesta terça-feira (29) que espera utilizar o Tribunal do Júri para apresentar o que considera ser a “verdade” sobre a participação de seu cliente no processo que apura a morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Caçadini é acusado pelo Ministério Público de Mato Grosso de ter participado do crime na condição de suposto financiador da execução. Durante a chegada ao julgamento, Sarah contestou a acusação e classificou como “absurdo” o que, segundo ela, vem ocorrendo ao longo da investigação e do processo.

A advogada também fez uma comparação envolvendo Zampieri e o empresário Daniel Vorcaro, ao citar as suspeitas e discussões relacionadas à suposta venda de decisões judiciais. Segundo ela, haveria informações e conversas que ainda não foram devidamente apresentadas à sociedade.

“Nós representamos a defesa do coronel Caçadini desde o início desse processo. Para a gente, é um grande absurdo tudo que vem acontecendo. Como os advogados aqui falaram, venda de sentenças, compra, a gente tem falado que é o Vorcaro de Cuiabá, o doutor Zampieri, e são conversas e falas que estão escondidas da sociedade”, declarou.

Sarah sustentou ainda que seu cliente teria sido colocado no centro da investigação sem, segundo ela, possuir relação com a execução do advogado. A defesa afirma que Caçadini não participou do crime e pretende utilizar o julgamento para contestar a acusação apresentada contra o coronel.

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“É uma manipulação, então colocam o coronel Caçadini na cena de um crime, como financiador de um crime que ele nunca foi. E nós acreditamos fielmente que esse júri, se ele acontecer, que nós, defesas, queremos e tem que ser feito, tem que se acabar, desculpa a palavra, com essa palhaçada que tem acontecido nesses tribunais aqui”, afirmou.

A advogada disse que a intenção da defesa é apresentar aos jurados a versão sustentada pela defesa e reforçou que Caçadini está preso há quase três anos. Ela também destacou a trajetória profissional do coronel.

“O que nós queremos é mostrar para a sociedade toda a verdade, e a verdade é que o coronel Caçadini não tem nada a ver, ele não participou, é um homem que está preso até hoje, já há quase três anos, e colaborou com a Justiça. Um homem de 70 anos, que serviu à Pátria durante 30 anos, não tem uma mácula contra a sua pessoa. Então nós acreditamos na Justiça”, disse.

Ao falar sobre os possíveis motivos que poderiam levar à anulação ou ao adiamento do julgamento, Sarah mencionou os ataques de hackers registrados no sistema relacionado ao processo. Segundo ela, a situação gerou estranheza na defesa, mas não deveria impedir a realização da sessão, já que, conforme afirmou, existem cópias dos autos.

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“Bom, houve esses ataques de hackers, muito engraçados em cima do júri, muito estranho. Tudo acontece nesse júri, só que em todo o tribunal tem o processo baixado, então nós não precisaríamos desse sistema. Essa é a verdade. Nós temos cópia, o juiz tem cópia, os promotores têm cópia, mas, se ele não acontecer, não será pela Justiça”, declarou.

Sobre a possibilidade de o processo ter sido comprometido pelos problemas envolvendo o sistema, a advogada fez uma distinção e afirmou que os autos foram baixados pelo tribunal, embora o sistema ainda seja necessário para os procedimentos.

“Não, nós precisamos do sistema, mas a gente já sabendo disso, o tribunal baixou todo o processo e ontem parece que foi suspenso todos os atos processuais. Mas nós queremos fazer o júri. Nós vamos fazer o júri”, concluiu.

O julgamento reúne réus acusados de envolvimento na morte de Roberto Zampieri.

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