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JURI ESPERADO

Advogado de Caçadini cita “verdadeiros mandantes” e promete novas revelações no júri

O advogado ainda questionou a repercussão pública dos conteúdos relacionados às investigações e afirmou que documentos e informações sobre o caso estariam acessíveis

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A defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado pelo Ministério Público como suposto financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri, mantém a tese de que o militar é inocente. O julgamento ocorre nesta terça-feira (29), em Cuiabá, após o primeiro júri ter sido cancelado.

Responsável pela defesa de Caçadini, o advogado Eduardo Polidorio afirmou, antes do início da sessão, que não haverá mudança na principal estratégia apresentada anteriormente. Segundo ele, a intenção é demonstrar aos jurados que o coronel não teve participação no homicídio.

“Nós estamos pelo coronel Caçadini e a linha de defesa é a mesma do primeiro júri que infelizmente foi cancelado, que é demonstrar a inocência do coronel”, declarou.

Polidorio também fez críticas à condução do processo e afirmou que, com o passar do tempo, a defesa teria encontrado novos elementos que, em sua avaliação, levantam questionamentos sobre o caso e sobre o funcionamento do Judiciário de Mato Grosso.

“E esse tempo, quanto mais passa, mais abismado a gente fica com esse processo, quanto mais a gente olha ele, mais sujeira a gente vê que existe nesse judiciário nosso. É com tristeza que a defesa entra nesse fórum hoje, de verdade”, afirmou.

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Questionado sobre as declarações do advogado de João Antônio, que teria mencionado possíveis reviravoltas e novas questões relacionadas às motivações do crime, Polidorio afirmou que a defesa espera que fatos até então desconhecidos sejam esclarecidos durante o julgamento.

“A única coisa que vocês podem esperar é a verdade. A verdade ela é incômoda, ela é teimosa, mas ela é existente, sabe? Devagarzinho ela vai aparecendo, então cada dia mais a verdade vai aparecer”, disse.

O advogado também levantou dúvidas sobre a realização do julgamento e afirmou perceber, segundo ele, movimentos contrários à conclusão do júri. Polidorio, entretanto, ressaltou que a defesa deseja que o processo seja encerrado.

“E hoje, se esse júri sair, porque a gente vê muita força contrária. Muita força para que esse júri não aconteça e isso não vem da defesa, a defesa quer que esse caso termine o quanto antes e que a inocência do coronel seja comprovada o quanto antes e que a liberdade dele seja restabelecida imediatamente”, declarou.

Sobre a possibilidade de surgirem novos acusados durante a sessão, o advogado afirmou que isso não ocorreria formalmente no julgamento. Ele, porém, disse acreditar que os responsáveis pelo assassinato ainda podem ser identificados.

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“Novos acusados não, porque essa oportunidade hoje não tem, não tem como outra pessoa ser acusada hoje. Agora os verdadeiros suspeitos, os verdadeiros autores, os verdadeiros mandantes, isso uma hora ou outra vai aparecer e hoje o clima está ideal para isso”, afirmou.

Ao falar se as alegações da defesa estariam relacionadas às recentes revelações envolvendo um suposto esquema de venda de decisões judiciais, Eduardo estabeleceu uma relação direta entre os assuntos e fez novas críticas ao Judiciário mato-grossense.

“O processo é todo atrelado a esquema de venda de sentença, juízes se passando por outros juízes, desembargadores com as mais nojentas e asquerosas conversas. Com advogados, é uma tristeza de verdade”, disse.

O advogado ainda questionou a repercussão pública dos conteúdos relacionados às investigações e afirmou que documentos e informações sobre o caso estariam acessíveis.

O assassinato de Roberto Zampieri ocorreu em dezembro de 2023, quando o advogado foi morto a tiros dentro de seu veículo, em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. Caçadini responde ao processo na condição de acusado e sua defesa sustenta a inocência do coronel.

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