A cuidadora Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, pediu à Justiça de Mato Grosso a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Ela está detida desde 30 de junho na carceragem da Delegacia de Polícia Civil de Sorriso e é investigada por envolvimento na produção e envio de material de exploração sexual infantil.
No pedido, o advogado Walter Rapuano alega que a jovem está submetida a condições inadequadas de custódia, citando falta de estrutura para higiene, alimentação e visitas familiares. A defesa sustenta que a permanência prolongada em uma delegacia viola a dignidade da custodiada.
“A privação de liberdade, ainda que decorrente de ordem judicial, não autoriza o Estado a impor à pessoa custodiada sofrimento físico, moral ou psíquico adicional”, diz trecho do pedido.
Caso a prisão domiciliar seja negada, a defesa solicita que Tafnes seja transferida para uma unidade prisional feminina com estrutura adequada. O pedido será analisado pela 2ª Vara Criminal de Sorriso.
A jovem foi presa após uma denúncia relacionada a uma das vítimas. A partir da análise do celular dela e de sua confissão, a Polícia Civil chegou ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, preso durante a Operação Puer Defensus, deflagrada em 15 de julho.
A operação investiga crimes relacionados à exploração sexual de menores. A esposa do empresário também foi alvo de medidas cautelares.
As investigações seguem em sigilo para preservar as vítimas e buscam esclarecer a participação de todos os envolvidos.



















