A milhares de quilômetros de Cuiabá, a expectativa pela Copa do Mundo tem um significado ainda mais especial para a cuiabana Mirella Palhano Witt, de 28 anos. Morando em Massachusetts, nos Estados Unidos, desde 2019, ela afirma que o futebol transformou em uma ponte afetiva que a conecta diariamente às suas origens brasileiras.
Casada com um americano criado no Brasil, Mirella conta que a paixão pelo futebol faz parte da rotina da família. Os jogos ocupam espaço diário na televisão de casa e ajudam a manter viva a ligação com a cultura brasileira. O casal, inclusive, compartilha um hobby que reforça ainda mais essa conexão: juntos, montam o álbum oficial da Copa do Mundo.
“É uma forma de compartilhar e aumentar o nosso amor pelo futebol. É bom para o relacionamento e para celebrar o nosso país”, destaca.
A paixão pelo esporte também já proporcionou experiências inesquecíveis. Mirella teve a oportunidade de assistir a um amistoso da Seleção Brasileira contra a França nos Estados Unidos, momento que guarda com carinho e que reforçou ainda mais o sentimento de proximidade com o Brasil, mesmo vivendo no exterior.
Para ela, o futebol vai muito além do esporte. É um símbolo de pertencimento e união capaz de aproximar brasileiros espalhados pelo mundo. A chegada da Copa reacende memórias, tradições e sentimentos que permanecem vivos mesmo após anos vivendo fora do país.
“Comemorar a Copa aqui é como se eu estivesse no Brasil. É uma forma de resgatar minhas raízes, minha identidade cuiabana e brasileira. Eu vivi no Brasil até os 20 anos, então essa emoção é muito forte”, relata.
Em Massachusetts, onde existe uma grande comunidade de brasileiros, principalmente de imigrantes vindos de Minas Gerais, o clima já é de torcida organizada. Mirella conta que a partida da Seleção será acompanhada ao lado de amigos brasileiros, em um encontro que promete reunir churrasco, camisas verde e amarelas e muita emoção.
“Fisicamente estamos aqui, mas nosso coração está no Brasil. Nossa família está lá, nossas raízes estão lá. A Copa une todo mundo de novo. Vamos assistir juntos, gritar, torcer e comemorar como se estivéssemos no Brasil”, afirma.
Mirella teve a oportunidade de assistir o Brasil, em um amistoso contra a França , no dia 26 de março deste ano. A partida foi disputada no Gillette Stadium, na região metropolitana de Boston, nos Estados Unidos. O confronto terminou com a vitória da seleção francesa por 2 a 1, com gols de Kylian Mbappé e Hugo Ekitiké; o zagueiro Bremer descontou para o Brasil.
A expectativa é compartilhada por milhares de brasileiros que vivem nos Estados Unidos e que, durante a competição, transformam a saudade em celebração. Para Mirella, cada jogo da Seleção representa uma oportunidade de reviver parte da história construída em Cuiabá e de reafirmar o orgulho de suas origens.
A expectativa da cuiabana cresce ainda mais porque a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 já tem data e local definidos. O Brasil entra em campo no próximo dia 13 de junho para enfrentar o Marrocos, no MetLife Stadium, em East Rutherford, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. A partida será disputada em um dos principais palcos do Mundial e reunirá milhares de brasileiros que vivem no país.
Embora esteja em Massachusetts, Mirella afirma que pretende viver o clima da estreia intensamente, ao lado da comunidade brasileira que se reúne na região. Para ela, a partida representa mais do que o início da caminhada rumo ao hexa: é uma oportunidade de matar a saudade de casa e reforçar os laços com a cultura brasileira. “Quando a Seleção entra em campo, parece que a distância desaparece. A gente se sente em casa novamente”, resume.
“Tenho muito amor, respeito e admiração pelo Brasil. O futebol é o esporte mais especial do nosso país. Quando a Seleção entra em campo, parece que a distância desaparece. A gente se sente em casa novamente”, conclui.

Com o álbum da Copa sobre a mesa, a camisa da Seleção pronta para o próximo jogo e a companhia do marido, Mirella se prepara para viver mais uma edição do torneio que mobiliza brasileiros em todo o mundo. Mesmo longe de Cuiabá, ela garante que, durante a Copa, o coração bate no ritmo da torcida verde e amarela.






















