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DE 1 A 5 ANOS

Campanha de vacinação contra poliomielite começa nesta terça-feira (28) em Cuiabá

O último caso de poliomielite no Brasil foi em 1989, e o país foi certificado livre do poliovírus selvagem em 1994. No entanto, em 2023, foi classificado como de alto risco para reintrodução do vírus e, por isso, a vacinação é crucial.

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Nesta terça-feira (28), começa em Cuiabá a campanha de vacinação contra a poliomielite. A ação, que se estenderá até o dia 14 de junho, tem o objetivo de imunizar 95% das crianças com idades entre 1 e menores de 5 anos. Para garantir a vacinação, os pais devem levar as crianças a uma unidade básica de saúde (UBS) com a caderneta de vacinação.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa aguda causada pelo poliovírus. Esta doença pode provocar paralisia muscular, principalmente dos membros inferiores (pernas), de forma assimétrica e irreversível. Em casos graves, a poliomielite pode levar ao óbito. A vacinação é a principal forma de prevenção, sendo essencial para a proteção das crianças e para a erradicação da doença.

Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, Valéria de Oliveira, a vacinação contra a poliomielite é um esforço conjunto entre as autoridades de saúde e a população para manter o controle e a prevenção desta doença. “A adesão dos pais e responsáveis é essencial para o sucesso da campanha e para a proteção de todas as crianças da cidade. As unidades básicas de saúde estão preparadas para receber as crianças e realizar a imunização com segurança e eficiência. Não deixe de levar seu filho para vacinar”, ressaltou.

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O secretário municipal de saúde, Deiver Teixeira, reforçou a importância da vacinação. “A vacinação é a maneira mais eficaz de proteger nossas crianças contra a poliomielite, uma doença que pode ter consequências devastadoras. É fundamental que os pais e responsáveis levem seus filhos para se vacinarem, para tentarmos alcançar a meta de imunizar 95% das crianças no público-alvo. Cada dose aplicada é um passo a mais na proteção das futuras gerações”, comentou.

CAUSAS

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da poliomielite. As sequelas estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente correspondem a sequelas motoras e não tem cura.

Assim, as principais sequelas são:

  • Problemas e dores nas articulações;
  • Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;
  • Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose;
  • Osteoporose;
  • Paralisia de uma das pernas;
  • Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;
  • Dificuldade de falar;
  • Atrofia muscular;
  • Hipersensibilidade ao toque.
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SINTOMAS

Os sinais e sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. A poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.

Os sintomas mais frequentes são:

  • febre
  • mal-estar
  • dor de cabeça
  • dor de garganta e no corpo
  • vômitos
  • diarreia
  • constipação (prisão de ventre)
  • espasmos
  • rigidez na nuca
  • meningite

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