O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou, durante debate realizado na manhã desta terça-feira (18) pela Rádio Centro América, que sua coligação pretende ingressar com um pedido de impugnação da candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), alegando uma condenação relacionada ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Durante o confronto, Wellington citou um episódio envolvendo uma candidatura anterior de Pivetta à Prefeitura de Lucas do Rio Verde e fez referência ao caso conhecido como “máfia das ambulâncias”.
Segundo o candidato, a situação seria motivo para pedir que a Justiça Eleitoral declare Pivetta inelegível.
“Eu quero comunicar aqui a toda a população que a nossa coligação está entrando com a impugnação do candidato Pivetta. Dado que já ocorreu quando ele foi candidato a prefeito e foi inelegível pelo TCU, pela máfia das ambulâncias, pela compra de ambulâncias no seu governo. E agora então nós estamos pedindo a inelegibilidade”, afirmou Wellington.
O candidato do PL ressaltou que caberá à Justiça analisar o pedido e definir se há ou não impedimento para a candidatura de Pivetta.
“Quem vai decidir isso é a Justiça, pode ficar tranquilo. Eu acredito na Justiça”, declarou.
Pivetta, por sua vez, respondeu às acusações com direito de resposta, destacando sua trajetória empresarial e política em Lucas do Rio Verde. O candidato afirmou que construiu sua história no município antes de ingressar na política e disse que pretende levar essa experiência para a administração estadual.
“Eu me instalei em Lucas do Rio Verde. Lá eu fiz a minha vida, fiz a minha história. Com 36 anos eu adentrei na política. Fizemos de Lucas uma das melhores cidades do Brasil, reconhecidamente”, declarou.
Na sequência, Pivetta afirmou que sua intenção ao disputar o Governo de Mato Grosso é colocar sua experiência a serviço da população e negou que tenha utilizado o setor público em benefício próprio.
“Eu trago essa experiência aqui para o Governo do Estado para servir a todos os mato-grossenses. Eu estou preparado e tenho muita energia e vontade, experiência para servir. Eu sou um servidor. Graças a Deus. Nunca me servi de nada no setor público. Sempre fui servidor”, afirmou.
Pivetta também aproveitou a resposta para defender uma mudança na qualidade da atuação política no país e classificou a eleição como uma oportunidade para esse processo.
“Eu sou também um ser indignado. Porque nós temos que melhorar a qualidade política dos políticos do Brasil. Essa eleição que se aproxima é uma oportunidade”, completou.

















