O deputado estadual Fábio Tardim (PSB) fez críticas contundentes à gestão municipal da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmando que o município vive um verdadeiro “estelionato eleitoral” e enfrenta um cenário de desorganização administrativa, agravado por conflitos políticos internos e falta de diálogo por parte do Executivo.
De acordo com o parlamentar, a situação da cidade contrasta com o volume expressivo de recursos enviados pelo Estado e por emendas parlamentares.
“A cidade está muito ruim, não está nada bem. E isso não é por falta de dinheiro. Não importa quem está na Prefeitura ou de qual partido seja, inclusive de partidos que nós não apoiamos, os recursos estão indo”, declarou.
Tardim afirmou ser um dos parlamentares que mais destinou verbas para o município e destacou o esforço contínuo junto ao Governo do Estado.
“Eu sou o deputado que mais colocou recursos em Várzea Grande. São mais de mil indicações e emendas. Diuturnamente eu cobro o governador e o vice-governador. Já foram enviados mais de R$ 10 milhões, dinheiro para socorro, para estrutura que já não aguentava mais. Vamos fazer um hospital novo, um IML e estamos garantindo recursos para cirurgias”, pontuou.
Apesar dos investimentos, o deputado atribui o cenário de crise à condução política da atual gestão, que, segundo ele, transformou a administração em um campo permanente de disputas internas.
“O problema é a gestão. É uma guerra gigantesca por poder. Ao invés de unir forças para melhorar a vida da população, ficam brigando”, criticou.
O parlamentar também citou o rompimento entre a prefeita e o vice-prefeito Tião da Zaelli (PL), como um dos principais fatores de instabilidade política no município.
“O vice-prefeito foi protagonista do processo eleitoral. Se não fosse ele, talvez nem existisse candidatura. Hoje ele está pagando um preço alto, e quem paga junto é a população. A cidade não está nada bem”, afirmou.
Tardim ainda disse acreditar que a prefeita enfrenta dificuldades tanto para dialogar com a oposição quanto com a própria base aliada.
“Na política, quem não dialoga perde. O diálogo tem que vencer sempre. Sem conversa, nada anda. Se não fosse o diálogo, projetos importantes jamais teriam sido aprovados”, concluiu.

















