O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) fez um discurso com forte tom crítico na abertura da Norte Show, em Sinop, nesta terça-feira (21). Ele falou de corrupção, atacou o Congresso Nacional e afirmou que o Brasil enfrenta distorções provocadas pela má política.
Segundo Pivetta, o país “anda de lado” por causa da corrupção e da condução política em Brasília. Ao abordar o tema, afirmou que o cenário nacional impede avanços e mantém problemas sem solução. No trecho mais duro da fala, declarou que o país anda “por causa da corrupção, a sem-vergonhice, a sem-vergonhice tônica que tomou conta daquele Congresso Nacional”.
Na sequência, disse que os brasileiros “não aguentam mais esse estado de coisas” e acrescentou que o país convive com “a distorção causada pela má política” e com “as desigualdades que não conseguem ser superadas pela inação do governo central, do governo federal”.
Ao longo do discurso, Pivetta também defendeu a gestão de Mato Grosso. Segundo ele, o Estado foi reorganizado após a eleição de 2018, o que permitiu ampliar investimentos e executar obras em diferentes áreas.
“O que nós fizemos foi só o que podia ser feito. Nós não fizemos nenhum milagre”, afirmou.
Ele também disse que as mudanças começaram logo após a vitória nas urnas.
“Ganhamos a eleição em outubro e novembro já começaram as reformas”, declarou.
Críticas à corrupção e ao Congresso
Pivetta afirmou que o Estado estava “capturado” antes das mudanças promovidas pela atual gestão.
“O Estado consumia toda a riqueza dos impostos para manter o seu corpo. Aquele bicho gordão, assim, não se mexia, só consumia, e não fazia nada”, disse.
Após a reorganização, segundo ele, o governo passou a investir mais.
“Nós organizamos o Estado e passamos a investir cerca de 20% de todas as receitas correntes”, afirmou.
Ao citar resultados, mencionou obras e investimentos. “Serão 7 mil quilômetros de novas rodovias”, disse. Em seguida, acrescentou que “mais de 150 escolas foram construídas, quase todas reformadas”.
O governador também afirmou que não há negociação política com recursos públicos.
“Lá no governo do Estado, a gente não faz negócios nem com o senador, não fazemos negócio com ninguém”, declarou.
Ele ainda citou práticas em prefeituras do interior. “Nós sabemos que muitas têm isso, têm negociado”, afirmou.
Depois, ao voltar ao cenário nacional, disse que pretende tratar diretamente do tema com a população.
“Nós vamos falar pro povo mato-grossense como é que esse país anda de lado”, declarou.
Na sequência, reforçou o ataque ao Congresso. “Anda de lado por causa da corrupção, a sem-vergonhice que tomou conta daquele Congresso Nacional”, disse.
Ele também afirmou que os brasileiros não aceitam mais esse cenário.
“Nós não aguentamos mais a distorção causada pela má política e as desigualdades que não conseguem ser superadas pela inação do governo federal”, declarou.
Pivetta cita Bolsonaro e fala sobre juros
No fim do discurso, Pivetta afirmou: “Saudade, saudade do Bolsonaro. Saudade do Bolsonaro”.
Perguntado sobre o motivo da declaração, ele explicou:
“Um governo que não tem responsabilidade fiscal não pode dizer que investe no social. Como as pessoas vão empreender num país que tem uma taxa de juros de 15%?”, questionou.
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