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CASO MASTER

“Quanto aos jantares, são eventos usuais”, diz Júlio Campos sobre suposto jantar entre Mauro e Vorcaro

Segundo Júlio Campos, o processo que permitiu a atuação do Banco Master no mercado de crédito consignado para servidores públicos de Mato Grosso ocorreu dentro da legalidade
Imagem: Secom-ALMT

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) saiu em defesa do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) diante das críticas envolvendo sua suposta participação em um jantar com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Nesta semana, o parlamentar afirmou que não há irregularidade na relação institucional entre autoridades e representantes do setor financeiro.

Segundo Júlio Campos, o processo que permitiu a atuação do Banco Master no mercado de crédito consignado para servidores públicos de Mato Grosso ocorreu dentro da legalidade e seguiu os mesmos critérios aplicados a outras instituições financeiras.

“O processo de autorização para que instituições financeiras operassem com crédito consignado para servidores públicos ocorreu de forma regular. Uma semana antes da viagem mencionada, o Estado de Mato Grosso concedeu a referida autorização aos bancos e, posteriormente, o Banco Master foi credenciado pelo governo estadual”, afirmou.

O deputado destacou ainda que o Banco Master não recebeu tratamento diferenciado e que outras instituições também atuam no segmento de consignados. Segundo ele, a instituição financeira realizou operações superiores a R$ 100 milhões no Estado, dentro das regras estabelecidas pelo mercado.

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“É importante ressaltar que tal prática é comum a todas as instituições financeiras, não sendo uma exclusividade do Banco Master. Bancos como Santander e Banco do Brasil também realizam operações de consignado”, disse.

As declarações ocorrem em meio às discussões sobre a relação entre Mauro Mendes e Daniel Vorcaro, tema levantado por parlamentares da oposição que defendem a instalação de uma CPI para investigar o mercado de crédito consignado em Mato Grosso.

Ao comentar especificamente os encontros entre autoridades e empresários, Júlio Campos minimizou as críticas e classificou os jantares como situações normais dentro das atividades institucionais.

“Quanto aos jantares citados, tratam-se de eventos usuais, que fazem parte das relações institucionais e profissionais”, concluiu.

A polêmica ganhou força após questionamentos sobre a participação de Mauro Mendes em um encontro com Vorcaro em Nova York, episódio que vem sendo utilizado por oposicionistas para cobrar esclarecimentos sobre o credenciamento do Banco Master para operar consignados junto aos servidores estaduais.

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