O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que é pré-candidato à Presidência da República, defendeu em Sinop, nesta quarta-feira (22), o endurecimento das medidas de combate ao crime organizado no Brasil e criticou a atuação do governo federal diante da expansão de facções criminosas. A declaração foi feita após questionamento sobre apontamentos de autoridades norte-americanas que classificaram organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como algumas das principais ameaças à segurança.
Ao ser perguntado se concorda com essa avaliação, o parlamentar afirmou que o país falha em adotar ações mais rigorosas.
“O Brasil infelizmente não faz o dever de casa. Aqui já era para o governo ter declarado como terroristas essas facções como PCC e o CV”, disse.
Flávio argumentou ainda que há indícios de conexões internacionais envolvendo essas organizações criminosas.
“Está mais do que comprovado que eles fazem parte dessa organização transnacional, inclusive com investigações aqui que apontam para haver lavagem de dinheiro do Hezbollah e do Hamas em território brasileiro, em consórcio aqui com o PCC”, declarou.
Na avaliação do senador, as facções operam com alto nível de sofisticação e tentam ocupar espaços de poder.
“É uma organização sofisticada e que tenta estabelecer uma espécie de governo paralelo em vários lugares aqui no Brasil”, afirmou.
Ele também defendeu mudanças na legislação para intensificar o combate ao crime organizado, com foco em punições mais severas.
“Portanto, tem que ter um tratamento duro da legislação no tocante à lavagem de dinheiro, aumento das penas para esses marginais, em especial para os chefes dessas organizações narcoterroristas”, disse.
O senador acrescentou que pretende atuar para ampliar o rigor penal caso seja eleito presidente.
“O que depender de nós, eles não vão ter vida fácil. Podem trabalhar contra o Flávio Bolsonaro porque, a partir de janeiro, marginal não vai ter vida fácil no Brasil, vai ser condenado a muito mais tempo de prisão”, afirmou.
Ao comentar a situação da segurança pública no país, o parlamentar fez críticas diretas ao governo federal que atua sob gestão do presidente Lula (PT).
“O Brasil virou um paraíso para esse tipo de crime das facções, com esse presidente aí virou, né? Infelizmente o mau exemplo, vem de cima”, concluiu.

















