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LEIS MAIS DURAS

“Não muda em poucos anos”, diz Mauro Mendes sobre cultura da impunidade no Brasil

O ex-governador também citou o trânsito como exemplo de transformação cultural provocada por leis mais rígidas

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O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), voltou a defender o endurecimento das leis penais como estratégia para reduzir a criminalidade no país.

Em entrevista nesta quarta-feira (22) ele argumentou que penas mais severas podem funcionar como instrumento de desestímulo à prática de crimes, desde que aplicadas de forma consistente ao longo do tempo.

“Em qualquer caso eu defendo penas cada vez mais duras para desestimular as pessoas de praticar qualquer tipo de crime na sociedade brasileira”, afirmou.

Ao falar sobre a eficácia dessa abordagem, diante da continuidade de episódios de violência mesmo com legislações mais rígidas, Mauro ponderou que o problema está enraizado em uma construção histórica de impunidade. Segundo ele, mudanças estruturais exigem tempo e constância na aplicação das normas.

“Se nós ficamos durante décadas e durante muitas décadas construindo essa sensação de impunidade, não vai ser poucos meses ou poucos anos que vai mudar isso. Agora temos que tomar a decisão correta, de endurecer, de aplicar corretamente essas leis e aí com o tempo nós vamos ter uma mudança no padrão de comportamento da sociedade”, explicou.

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O ex-governador também citou o trânsito como exemplo de transformação cultural provocada por leis mais rígidas. Para ele, a legislação que pune motoristas que dirigem sob efeito de álcool demonstra como a aplicação firme da lei pode alterar hábitos ao longo dos anos.

“Olha por exemplo o trânsito, beber e dirigir, como as leis são muito duras para quem bebe e dirige, não tem muita gente que ainda continua bebendo e dirigindo, mas tem muita gente que já mudou o padrão de comportamento. Eu cansei de ver em festa que eu estava as pessoas dizerem para mim: ‘não estou bebendo porque eu estou dirigindo’. Com medo da lei seca, porque sabe que se for preso as consequências são duríssimas, e algum tempo atrás isso não acontecia”, relatou.

 

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