O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que as obras do sistema de transporte coletivo estão em fase final e que, em breve, a população de Cuiabá e Várzea Grande poderá contar com um novo modelo de mobilidade urbana.
Segundo ele, o projeto do BRT (Bus Rapid Transit) deve começar a operar após a etapa de testes com os veículos.
“Estamos concluindo o famigerado BRT, em breve os ônibus modernos estarão circulando em Cuiabá”, declarou o governador durante entrevista à Rádio Capital.
Ao justificar o uso do termo “famigerado”, Pivetta fez duras críticas à implantação anterior do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), iniciada ainda no início da década passada. Para ele, a obra trouxe impactos negativos significativos à população.
“Foi uma obra iniciada em 2010, 2011, fez um regaço na vida do povo cuiabano, desalojou muita gente, desgraçou a vida de muita gente e canalizou recursos públicos de maneira equivocada num veículo que não tinha viabilidade nenhuma. Uma irresponsabilidade atrás da outra”, afirmou.
De acordo com o governador, a atual gestão optou por corrigir o modelo após estudos técnicos. Ele destacou que já foi implantado o corredor de ônibus que liga o aeroporto de Várzea Grande até a região do Hospital do Câncer.
“Nós corrigimos isso fazendo um estudo sério, executando a faixa de ônibus e, em breve, vamos começar a testar os veículos para entregar um transporte coletivo moderno, de qualidade e que ofereça uma solução definitiva para o nosso povo”, disse.
Sobre o tipo de veículo que será adotado no sistema, Pivetta afirmou que o governo avalia alternativas sustentáveis, como ônibus elétricos, movidos a biodiesel ou etanol. No entanto, indicou que, se a decisão fosse tomada hoje, o biodiesel seria a escolha mais provável.
“Entre biodiesel e elétrico. Se tivesse que decidir hoje, seria o biodiesel, porque é o mais barato, é um combustível que nós produzimos, de baixa emissão, renovável e que tem tudo a ver com Mato Grosso”, explicou.
O governador também adiantou que os novos ônibus devem contar com estrutura moderna, incluindo Wi-Fi, entradas USB, climatização e acessibilidade. Outra alternativa analisada pelo governo é a implantação de um bonde urbano, modelo em teste na cidade de Curitiba. Apesar disso, Pivetta ponderou que o custo elevado ainda é um entrave.
“O preço é altíssimo, três vezes mais caro que outras soluções, e ainda há muitas perguntas sem respostas. Já erramos uma vez e não podemos errar nem um pouquinho nessa escolha”, ressaltou.
Por fim, o governador evitou fixar um prazo exato, mas garantiu que o anúncio deve ocorrer em breve.
“Não tem uma data específica ainda, mas pretendo nos próximos dias gravar essa data”, concluiu.


















