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ANO ELEITORAL

Mauro nega definição de chapa e classifica boatos sobre suplentes como mentirosos

Mendes também negou que já esteja articulando ou refletindo sobre nomes para a suplência

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta segunda-feira (02) que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre um eventual afastamento do cargo para disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Questionado sobre o tema, ele ressaltou que o assunto está em processo de construção pessoal e política, dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral.

Segundo Mendes, a definição só será anunciada até o limite legal para desincompatibilização.

“É uma decisão que eu estou construindo. Eu disse ao longo dos últimos anos que falaria sobre isso apenas no ano eleitoral. O prazo final é dia 3 de abril. Estou andando pelo Mato Grosso, conversando com várias lideranças, vou conversar muito com minha esposa, com meus filhos e vou tomar essa decisão. Garanto que não passa do dia 3 de abril”, declarou.

Durante o fim de semana, após agenda na região do Araguaia, surgiram boatos de que o governador já teria definido nomes para a suplência em uma eventual candidatura ao Senado, incluindo o secretário Rogério Gallo e o ex-senador Cidinho Santos. Mendes negou de forma categórica qualquer definição nesse sentido e classificou as informações como falsas.

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“Absolutamente boatos. Primeiro porque eu não confirmei nem que serei candidato. Como é que eu vou confirmar suplente se eu não confirmei a candidatura? Isso é um extremo contrassenso. São conjeturas e especulações que acontecem todo dia. Essa informação, se foi passada, foi passada de forma mentirosa”, afirmou.

Ao ser questionado se uma chapa com esses nomes seria uma “chapa dos sonhos”, o governador evitou antecipações e reforçou que o foco, neste momento, é apenas decidir se entrará ou não na disputa.

“Eu não sou homem de viver sonho antes de viver a realidade. Primeiro tem que decidir se vou ser candidato. Depois disso, aí sim começa o diálogo para saber quem poderia eventualmente compor”, disse.

Mendes também negou que já esteja articulando ou refletindo sobre nomes para a suplência.

“Não. Primeiro eu estou começando a pensar se eu serei candidato. Essa é a fase um. A fase dois vem depois”, pontuou.

Por fim, ao comentar críticas e especulações envolvendo aliados e figuras políticas que já manifestaram opiniões sobre o governo, o governador destacou que divergências fazem parte do jogo democrático, mas defendeu que elas sejam baseadas em fatos.

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“Crítica faz parte da democracia, agora ela tem que ter lastro na realidade, na verdade”, concluiu.

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