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RACHA NO UNIÃO

Júlio Campos sobre possível aliança com Pivetta: “no segundo turno se faz a ligação”

O deputado reforçou que a estratégia do grupo é apresentar um projeto próprio inicialmente e deixar uma eventual aliança para depois.

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil)  afirmou que uma eventual candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo de Mato Grosso não deverá provocar um racha no União Brasil. Segundo ele, embora a legenda defenda uma candidatura própria, eventuais dissidências que optem por apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) serão tratadas com naturalidade.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de divisão interna, Júlio explicou que, antes de qualquer definição, a decisão da convenção do União Brasil precisará ser submetida ao Progressistas, legenda que integra a federação com o partido.

“Antes de chegar ao racha da União Brasil, nós temos que submeter o resultado da convenção da União Brasil ao Partido Progressista, que é nosso federado. Ontem, conversando com um dos grandes líderes do PP e com o próprio presidente Nilson Leitão, foi confirmado que, caso a União Brasil defenda candidatura própria, não haverá nenhuma contestação por parte dos Progressistas. Eles aceitarão essa decisão sem dificuldades”, afirmou.

O parlamentar disse, porém, que já existe um entendimento para que lideranças que não concordarem com a candidatura própria possam declarar apoio a Pivetta.

“Já há um pré-entendimento de que, caso esse grupo de possíveis dissidentes da candidatura própria de Jaime Campos queira apoiar o nosso amigo republicano Otaviano Pivetta, não haverá nenhum problema. Eles serão liberados”, declarou.

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Júlio Campos argumentou que a falta de unanimidade é comum no processo eleitoral e afirmou que outros partidos também convivem com divergências internas.

“O PL também tem dissidências. A candidatura do senador Wellington Fagundes é contestada e terá dissidências do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, do prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Ou seja, nenhum partido consegue unidade total. A União Brasil também pode ter alguns dissidentes.”

Segundo ele, até mesmo o ex-governador Mauro Mendes, que já declarou apoio à pré-candidatura de Pivetta, terá liberdade para seguir esse posicionamento.

“O próprio ex-governador Mauro Mendes já tem assegurada a liberdade para apoiar o seu amigo republicano, o doutor Otaviano Pivetta. Não há nenhum problema quanto a isso.”

Para reforçar o argumento, Júlio lembrou que essa situação já ocorreu em eleições anteriores.

“Isso já aconteceu na eleição suplementar para o Senado, após a cassação da senadora Selma Arruda. Naquela eleição, o nosso partido apoiou Nilson Leitão, inclusive indicando o meu nome como primeiro suplente. Ao mesmo tempo, o governador Mauro Mendes foi liberado para apoiar Carlos Fávaro. Portanto, não seria novidade acontecer novamente.”

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Questionado sobre a possibilidade de uma composição entre Jayme Campos e Pivetta antes mesmo da eleição, Júlio afirmou que o objetivo do grupo é manter a candidatura própria no primeiro turno, mas admitiu que uma união pode ocorrer na segunda etapa da disputa.

“Como você mesmo disse, em política tudo é possível. Nós não temos nada pessoal contra o Otaviano Pivetta. Pelo contrário, temos uma relação respeitosa. Jayme Campos tem uma boa relação com ele, eu também, Dilmar Dal’Bosco e Sebastião Rezende da mesma forma.”

O deputado reforçou que a estratégia do grupo é apresentar um projeto próprio inicialmente e deixar uma eventual aliança para depois.

“O que nós queremos é defender, no primeiro turno, o nosso programa de governo e a candidatura própria. No segundo turno se faz a ligação. Se Jayme Campos não for para o segundo turno, teremos que escolher um candidato a governador, seja Otaviano Pivetta ou Wellington Fagundes.”

Na avaliação do parlamentar, caso esse cenário se concretize, a aproximação com Pivetta tende a ser mais natural.

“É muito mais fácil conversar com Otaviano, que está no mesmo grupo político há 12 anos, do que com o PL, que hoje é nosso adversário em Mato Grosso, pelo menos neste momento”, concluiu.

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