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POLÊMICA DOS LOTES

“Eu particularmente sou contrário”, diz Max Russi sobre proposta de Abilio de barrar lotes com menos de 200 m²

O presidente da ALMT defendeu ainda que famílias de baixa renda precisam ter acesso facilitado à casa própria e argumentou que terrenos menores não impedem futuras ampliações dos imóveis.
Foto:24 Horas MT

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Em meio a discussão sobre o tamanho adequado dos terrenos para construção de casas populares em Cuiabá. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), se posicionou contra a proposta do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que pretende estabelecer como regra a exigência de lotes com área mínima de 200 metros quadrados para novos empreendimentos na capital. A declaração foi dada nesta quarta-feira (8), ao ser questionado sobre a medida.

Ao ser questionado se a sua esposa,  Andrea Wagner (Podemos), prefeita de Jaciara (MT), adotaria essa medida no município, Max já tratou de negar. “Lá, o minha prefeita com certeza não vai implantar isso. Eu particularmente sou contrário”, afirmou Russi.

A proposta de Abilio integra a revisão da legislação urbanística de Cuiabá e prevê a adoção de lotes mínimos de 200 m² para novos parcelamentos do solo. A medida também foi acompanhada de um decreto que suspendeu temporariamente a aprovação de projetos com terrenos menores, mas os efeitos da norma acabaram sendo suspensos por decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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Ao justificar sua posição, Max Russi disse que a realidade dos municípios exige diferentes modelos de ocupação urbana e lembrou da experiência que teve como prefeito de Jaciara (MT).

“Uma das dificuldades dos terrenos grandes é no período da chuva, por causa da dengue. Muitas vezes a população não limpava esses terrenos, acumulava água e isso gerava transtornos. A gente tinha que fazer mutirões para combater esses focos”, relatou.

Para o parlamentar, a definição do tamanho dos lotes deve preservar a liberdade de escolha e não comprometer o avanço dos programas habitacionais voltados à população de baixa renda.

“Tem que ter um mínimo, mas limitar dessa forma e não dar condição para os programas habitacionais avançarem, diante do grande déficit de moradia, eu acho um equívoco”, afirmou.

Russi também citou como exemplo um condomínio de casas para idosos entregue recentemente em Jaciara. Segundo ele, o empreendimento foi planejado com unidades compactas, adaptadas às necessidades do público atendido.

“São casas pequenas, com um quarto, sala, cozinha e banheiro adaptado. É um espaço pensado para facilitar a vida dos idosos, dentro de um condomínio com segurança, academia, piscina aquecida, ambulatório e área de convivência. Esse é um projeto que enche o coração da gente e mostra que moradias menores também podem oferecer qualidade de vida”, disse.

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O presidente da ALMT defendeu ainda que famílias de baixa renda precisam ter acesso facilitado à casa própria e argumentou que terrenos menores não impedem futuras ampliações dos imóveis.

“Quem não tem casa quer ter um lar, quer deixar de pagar aluguel. Uma casa pequena já resolve a vida de muita gente. Depois a família amplia, faz mais um cômodo. Num terreno de 180 metros quadrados dá para construir uma casa de 40 ou 50 metros e ainda sobra espaço para um quintal ou até uma horta”, concluiu.

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