O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou nesta quarta-feira (12), que não pretende seguir a orientação da aliança firmada entre seu partido e o Republicanos na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Mesmo com o União Brasil integrado à composição que sustenta a candidatura de Otaviano Pivetta, Júlio declarou que seu voto será destinado ao senador Wellington Fagundes (PL).
Segundo o parlamentar, a aliança partidária não impede que integrantes da legenda adotem posicionamentos diferentes nas urnas, especialmente aqueles que ficaram em posição divergente após a convenção que definiu os rumos eleitorais do grupo.
“O que ocorre? Eu estou no União Brasil. O União Brasil fez uma coligação oficial em convenção com o Republicanos. A minha campanha oficial será dentro do União Brasil, mas eu não vou votar no Otaviano Pivetta, vou seguir a ala dissidente”, afirmou.
Júlio também relembrou a disputa interna que antecedeu a definição da chapa e afirmou que ele e outros integrantes que perderam a convenção que apoiava Jayme Campos, terão liberdade para apoiar outro candidato. O deputado citou ainda o posicionamento do seu irmão, o senador Jayme Campos, que já declarou apoio a Wellington Fagundes e à deputada estadual Janaína Riva na corrida ao Senado.
“Eu e outros companheiros que na convenção perdemos a convenção, numa convenção vocês acompanharam com alta pressão política, eleitoral e financeira para derrotar a candidatura própria do senador Jayme Campos, teremos plena liberdade para votar em outro candidato”, declarou.
De acordo com Júlio, apesar de permanecer no União Brasil, sua atuação durante a campanha deverá ser concentrada na própria candidatura. Ele afirmou que pretende participar de maneira discreta das atividades partidárias relacionadas à chapa majoritária.
“Eu vou até trabalhar discretamente, mas sem participar de grande maioria. Eu vou cuidar da minha campanha”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de ser obrigado a colocar o nome de Pivetta em seu material de campanha e declarar apoio ao candidato do Republicanos, Júlio fez uma distinção entre recursos públicos de campanha e dinheiro obtido por meio de doações ou recursos próprios.
“Bom, só é obrigado se for com recursos do fundo partidário. Com o dinheiro meu próprio, ou da sua doação, que eu quero receber a sua doação, doação de vocês, aí eu não sou obrigado por nenhuma sigla partidária”, afirmou.
Na sequência, o deputado reforçou que sua escolha pessoal para o Governo de Mato Grosso será Wellington Fagundes. Como justificativa, citou a relação política construída ao longo de décadas com o senador e com a família dele.
“Eu voto no Wellington Fagundes. Aliás, porque até tenho que ser grato, porque o Wellington votou em mim toda a vida. Desde quando ele entrou na política, desde quando ele foi eleito, ele é meu eleitor”, declarou.
Júlio também destacou a relação histórica com João Baiano, pai de Wellington, e afirmou que a ligação entre as famílias influencia sua decisão eleitoral.
“O pai dele, João Baiano, foi meu grande aliado político em Rondonópolis, desde a minha campanha de deputado federal em setembro de 1978, quando vocês não tinham nascido, né? O pai dele, o pai do garoto, já era meu aliado, votou para mim para ser governador, para ser senador. Enfim, nós temos uma ligação, uma história de ligação política e familiar muito grande”, relatou.
Júlio também comentou a escolha de Gisela Simona para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta. O deputado negou que tenha comemorado o anúncio, mas afirmou que aprovou o nome quando foi consultado sobre a composição.
“Não é que eu comemorei. Ao ser consultado, qual nome, vocês concordam, eu não podia jamais vetar uma pessoa como Gisela Simona”, afirmou.
Segundo ele, outros integrantes do grupo também foram consultados sobre a composição, entre eles Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende. Júlio destacou ainda que a consulta teria ocorrido por iniciativa de Nilson Leitão, presidente do Progressistas.
“Não tem que ser fulano, não, não estou interferindo, mas se for ela escolhida, tem o nosso consentimento. Como foi Dilmar Dal Bosco que foi consultado, Sebastião Rezende, todos foram consultados, até por uma questão que nem precisava consultar”, explicou.
Apesar de não apoiar Pivetta para o Governo, Júlio fez elogios à futura candidata a vice e afirmou que considera Gisela Simona um nome qualificado para ocupar funções de destaque na administração pública.
“Eu achei que o nome da Gisela, que realmente é um bom nome, cá entre nós, se eu fosse governador do Estado, eu queria ter a Gisela na minha equipe de trabalho”, concluiu.



















