O ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), fez duras críticas à prefeita Flávia Moretti (PL) ao comentar a condução da atual gestão diante da crise financeira enfrentada pelo município. Durante entrevista nesta terça-feira (4), Kalil afirmou que a prefeita já conhecia a realidade das contas públicas antes de assumir o cargo e classificou como “lágrima de crocodilo” o choro da gestora em entrevistas recentes.
Segundo Kalil, a prefeita demonstra falta de preparo para administrar uma cidade do porte de Várzea Grande.
“Ela joga bombinha nas secretarias e, no outro dia, está chorando para a imprensa. Ela já deu a receita do bolo, dizendo que quer entregar a Prefeitura. Se não tem condições de gerenciar uma cidade do porte de Várzea Grande, entre as cem maiores do país, tem que entregar mesmo.”
O ex-prefeito afirmou ainda que enfrentou dificuldades durante sua administração, mas disse que optou por buscar soluções em vez de expor os problemas publicamente.
“Eu também já tive problemas quando fui prefeito e nem por isso fui chorar as pitangas, fui chorar lágrima de crocodilo na frente da imprensa. Tem que enfrentar o problema e mostrar soluções para a sociedade.”
Kalil também acusou a atual gestão de apenas reclamar da situação encontrada e de transferir responsabilidades.
“Nesse um ano e meio, o que a gente vê é só reclamações e transferência de responsabilidade.”
As críticas fazem referência às declarações recentes de Flávia Moretti sobre a situação financeira de Várzea Grande. Em julho, a prefeita chegou a decretar estado de calamidade financeira e fiscal no município, alegando que a administração enfrenta bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas públicas, além de um passivo de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios. Na ocasião, durante entrevista coletiva, Flávia chorou ao falar das dificuldades enfrentadas pela gestão.
A prefeita sustenta que a crise decorre de dívidas acumuladas em gestões anteriores e afirma que as medidas adotadas são necessárias para reequilibrar as finanças do município. Já Kalil rebate as críticas e diz que o papel do gestor é apresentar soluções, e não atribuir os problemas exclusivamente às administrações passadas.


















