A disputa territorial entre Mato Grosso e Pará gerou repercussão entre os políticos. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (POdemos), criticou duramente a posição adotada pela governadora paraense, Hana Ghassan (MDB), em relação à área de cerca de 22 mil quilômetros quadrados reivindicada pelos dois estados.
Durante entrevista à rádio Vila Real, Max afirmou que ficou “enojado” com a fala da governadora ao defender que o Pará não abrirá mão de “um palmo de terra” na disputa judicial.
Segundo o deputado, a região possui forte ligação administrativa e social com Mato Grosso, já que os moradores dependem de serviços públicos oferecidos pelo estado mato-grossense.
“Aquela área pertence a Mato Grosso. A população que ali reside faz os seus serviços públicos em Mato Grosso, o Pará não dá atenção nenhuma, é vergonhoso. Eu vi um vídeo da governadora do Pará e confesso que fiquei até um pouco enojado com a forma que a governadora falou de uma área que eles não cuidam”, declarou.
O embate entre os dois estados se arrasta há mais de duas décadas no Judiciário. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal manteve a área sob domínio do Pará, mas representantes políticos de Mato Grosso seguem contestando a decisão e defendem a reabertura da discussão.
A tese defendida por lideranças mato-grossenses é de que houve um erro histórico na definição territorial realizada no início do século passado, durante expedições lideradas pelo marechal Cândido Rondon.



















