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POLÊMICA DOS LOTES

“Estão tendo mais lucro sobre o pobre do que sobre o rico”, dispara Abilio sobre imóveis populares

A medida foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso após questionamento judicial, sob o argumento de que o prefeito teria criado novas regras urbanísticas por decreto, sem aprovação do Legislativo.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o modelo atual de construção de imóveis populares favorece o lucro das construtoras em detrimento da qualidade das moradias destinadas à população de baixa renda. A declaração ocorreu durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (06), ao defender a proposta de estabelecer lotes mínimos de 200 metros quadrados e imóveis com pelo menos 50 metros quadrados de área construída.

A discussão ganhou força após Abilio editar o Decreto Municipal nº 12.169/2026, que suspendeu temporariamente a aprovação de novos loteamentos com terrenos inferiores a 200 m². A medida foi suspensa pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso após questionamento judicial, sob o argumento de que o prefeito teria criado novas regras urbanísticas por decreto, sem aprovação do Legislativo.  

Segundo Abilio, a justificativa das construtoras de que imóveis menores representam uma alternativa mais acessível não corresponde à realidade.

“Eles estão vendendo como se estivessem ajudando o pobre e não é verdade. Eles estão tendo um lucro maior sobre o pobre do que sobre o rico”, afirmou.

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O prefeito citou como exemplo apartamentos de 37 metros quadrados comercializados dentro do limite do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Um apartamento desses vendido por R$ 240 mil custa mais de R$ 5 mil o metro quadrado. É mais caro que uma casa no Santa Rosa”, declarou.

Na avaliação do prefeito, empresas aproveitam o teto de financiamento dos programas habitacionais para construir unidades com a menor metragem permitida e vender pelo valor máximo possível.

“Eles constroem o mínimo possível para vender pelo máximo possível.”

A proposta de Abilio é que novos empreendimentos tenham maior espaço de terreno e área construída, reduzindo a concentração de imóveis pequenos e ampliando, segundo ele, a qualidade de vida dos moradores.

A medida, porém, enfrenta críticas de setores que apontam risco de aumento no custo da habitação popular e possível impacto sobre programas como o Minha Casa, Minha Vida.  

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