O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não pretende adotar uma postura de neutralidade no processo eleitoral de 2026, mas também descartou romper a relação política e pessoal que mantém com o governador em exercício Otaviano Pivetta.
Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, Abilio foi questionado sobre como pretende se posicionar diante da disputa pelo Governo de Mato Grosso, já que o PL trabalha com a possibilidade de lançar o senador Wellington Fagundes como candidato, enquanto Pivetta deve buscar a reeleição.
O prefeito afirmou que a situação envolve duas responsabilidades: o compromisso partidário e o relacionamento institucional com o governo estadual.
“Não é uma questão de neutralidade. É uma questão de respeito ao processo eleitoral. São circunstâncias distintas”, declarou.
Abilio destacou que é um dos poucos prefeitos de capitais filiados ao PL e afirmou que, por isso, precisa considerar o peso político de sua posição.
“No Brasil nós temos dois prefeitos de capitais que são do PL: eu em Cuiabá e uma outra prefeita em Aracaju. Então existem responsabilidades partidárias. Eu não posso, como prefeito de uma capital, ter uma postura divergente da do meu partido”, afirmou.
Apesar disso, o prefeito ressaltou a relação de amizade de longa data com Pivetta e citou parcerias entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá.
“O governo do Estado tem nos ajudado no município de Cuiabá, tem sido parceiro em muitas coisas”, disse.
Entre as ações citadas, Abilio mencionou um convênio de R$ 23 milhões para aplicação de microrrevestimento em ruas da capital e uma parceria para implantação de um Instituto de Longa Permanência para Idosos (ILPI).
Segundo ele, manter o diálogo institucional com o governador não significa abandonar o partido.
“Eu não posso ser irresponsável de ter um posicionamento contrário ao meu partido em detrimento de um relacionamento que eu tenho de longa data”, afirmou.
Questionado se adotaria uma posição favorável a apenas um dos pré-candidatos, Abilio reforçou que não fará oposição ao PL, mas pretende preservar a relação pessoal com Pivetta.
“Minha posição é bem clara: eu não faria um posicionamento contrário ao PL. Não distorço a questão do meu partido e mantenho meu bom relacionamento e minha boa amizade com Otaviano Pivetta, torcendo para que o processo escolha o melhor governador para Mato Grosso”, concluiu.

















