O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu às críticas da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (ASSOF PM/BM-MT) sobre a demora na promoção de tenentes-coronéis ao posto de coronel da PMMT.
Ao justificar a decisão de não preencher imediatamente as vagas disponíveis, afirmou que deixar de nomear também faz parte das atribuições do chefe do Executivo.
“Não passou do tempo. Eu falei ontem e vou repetir, não nomear também é governar. O governador tem a chancela para tomar a decisão que julga conveniente para a sociedade”, declarou durante entrevista coletiva nesta terça-feira (8).
A declaração ocorre após a ASSOF divulgar uma nota oficial classificando como preocupante a ausência de promoções por merecimento ao posto máximo da carreira de oficiais da Polícia Militar, apesar da existência de vagas abertas e da conclusão de todas as etapas do processo seletivo interno.
Segundo a entidade, pelo menos duas vagas já poderiam ter sido preenchidas. Os tenentes-coronéis aptos à ascensão cumpriram as exigências previstas na Lei Estadual nº 10.076/2014, foram avaliados pela Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) e tiveram seus nomes encaminhados ao governador, responsável pela escolha final dos promovidos. Ainda assim, as nomeações permanecem sem definição.
Questionado se o adiamento estaria relacionado a um eventual descontentamento entre coronéis ou outros integrantes da corporação, Pivetta negou qualquer desgaste interno e afirmou que o governo já promoveu centenas de militares recentemente.
“Não é por isso (insatisfação). É uma questão realmente que foram promovidos todos os policiais. Foram mais de 450 promoções na última semana, da nossa gloriosa Polícia Militar. E ficou essas nomeações, provavelmente cinco, já que tem três se aposentando. Então nós temos um prazo tranquilo, não é nada fora do normal”, explicou.
A expectativa inicial era que cinco tenentes-coronéis fossem elevados ao posto de coronel ainda neste ano. Agora, a tendência é que as nomeações ocorram somente após as eleições de 2026.
Presidida pelo coronel PM Wankley Corrêa Rodrigues, a entidade argumenta que, embora a legislação atribua ao governador a decisão final sobre as promoções, essa prerrogativa deve respeitar os limites legais e não pode resultar na paralisação do fluxo de ascensões por merecimento previsto na carreira militar.



















