O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, afirmou que vai procurar os vereadores de Várzea Grande para pedir a aprovação do projeto de lei que busca minimizar os impactos dos bloqueios judiciais por precatórios nas contas do município.
A declaração foi dada nesta terça-feira (28), após a abertura da mesa técnica criada pelo Tribunal para discutir a grave situação financeira enfrentada pela Prefeitura de Várzea Grande.
Questionado sobre a possibilidade de interferência na Câmara dos Vereadores de Várzea Grande, Sérgio Ricardo negou qualquer pressão institucional e afirmou que fará apenas um pedido aos parlamentares.
“Vai ser um pedido. Vai ser assim: ‘Amigão, Wanderley, dá para aprovar esse negócio essa semana aí?’. Eu estou pedindo para um amigo. Eu sou amigo de todo mundo. Acata se quiser”, disse.
Segundo o presidente do TCE, o projeto não trata de interesses políticos da atual gestão, mas de uma medida considerada urgente para evitar o agravamento da crise financeira provocada pelos precatórios.
“Essa lei não tem nada a ver com as dificuldades de relacionamento que o presidente da Câmara tem com a prefeita. Isso não tem nada a ver”, afirmou.
Sérgio Ricardo também fez um apelo público para que a Câmara Municipal aprove a proposta o quanto antes, inclusive sugerindo a convocação de uma sessão extraordinária.
“É um problema muito sério para a cidade. A Câmara pode fazer uma sessão extraordinária ainda esta semana e aprovar essa questão dos precatórios. Não é uma questão política. É uma situação que vem de gestões passadas”, declarou.
De acordo com o conselheiro, o bloqueio mensal de recursos para pagamento de precatórios está comprometendo a capacidade financeira do município.
“Já segurou R$ 19 milhões. No mês que vem serão R$ 25 milhões. No outro, R$ 31 milhões, porque a dívida aumenta cerca de R$ 6 milhões por mês”, explicou.
Sérgio Ricardo também defendeu que a crise enfrentada por Várzea Grande não pode ser atribuída apenas à atual administração da prefeita Flávia Moretti. Segundo ele, o município enfrenta problemas estruturais acumulados ao longo de décadas.
“Várzea Grande hoje é uma cidade inviabilizada. A prefeita está lá há um ano e meio. Ela não causou todos os problemas que existem hoje”, afirmou.
















