Novas informações revelam a identidade dos criminosos envolvidos na invasão à residência da tenente-coronel aposentada Cristina, assassinada durante um assalto na manhã desta quinta-feira (4), no bairro Jardim Santa Cruz, em Cuiabá.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que equipes da Polícia Militar chegam ao imóvel e realizam o cerco aos suspeitos. As imagens também registram a tentativa de fuga de Daniel Igor Andrade dos Santos, que acabou preso pelos policiais.
O outro envolvido, identificado como Luan de Oliveira Gonçalves, 20 anos, morreu durante a intervenção da Rotam após tentar escapar pelos telhados das residências vizinhas. O corpo permaneceu sobre o telhado de uma casa próxima até a realização dos trabalhos periciais.
Segundo informações preliminares da investigação, os criminosos invadiram a residência da oficial aposentada e, ao descobrirem que ela era tenente-coronel da Polícia Militar, teriam realizado uma videochamada para terceiros. Após a conversa, a vítima foi executada dentro da própria casa.
Durante a prisão de Daniel Igor, os policiais recuperaram joias roubadas da residência e a arma pertencente à tenente-coronel aposentada.
Suspeito morto tinha passagens por tráfico, roubo e porte ilegal de arma
Luan de Oliveira Gonçalves possuía diversas passagens criminais registradas pelas forças de segurança. Entre os antecedentes constam ocorrências por tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e roubo.
Entre os registros estão:
* Tráfico ilícito de drogas (2023);
* Associação para o tráfico ilícito de drogas (2022);
* Tráfico de drogas (2021);
* Porte ilegal de arma de fogo (2019);
* Roubo (2016);
* Roubo com utilização de arma de brinquedo (2016).
Preso acumula histórico de furtos, ameaças e uso de drogas
Já Daniel Igor Andrade dos Santos, preso na operação, também possui extensa ficha policial.
Além do registro desta quinta-feira por organização criminosa, roubo, sequestro, cárcere privado e uso ilícito de drogas, ele já havia sido detido anteriormente por furto, ameaça, desacato, lesão corporal, dano, direção perigosa e uso de entorpecentes.
Os antecedentes do suspeito incluem ocorrências registradas entre 2012 e 2026.
Investigação
A Polícia Civil apura agora a possível participação de outros integrantes da organização criminosa, especialmente em relação à suposta videochamada realizada antes da execução da vítima. Os aparelhos celulares apreendidos com os suspeitos devem passar por perícia para auxiliar nas investigações.
O caso é tratado como um dos crimes de maior repercussão registrados este ano em Cuiabá e segue sob investigação.


















