O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou, nesta quarta-feira (03), que pode ter sido induzido ao erro ao criticar o senador Wellington Fagundes (PL) por uma suposta participação no Fórum de Lisboa, evento realizado em Portugal e conhecido nos bastidores políticos como “Gilmarpalooza” por contar com a organização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Inicialmente, o parlamentar havia classificado como incoerente a presença do correligionário no encontro, diante das críticas que setores da direita costumam dirigir à Suprema Corte. No entanto, durante entrevista, Cattani revelou que conversou diretamente com Wellington, que negou ter participado do evento.
“Ele me ligou e falou: ‘Cattani, eu vim para Portugal, mas eu não fui no Gilmarpalooza’. Segundo ele, estava em Portugal para cumprir uma promessa religiosa em Fátima e também visitar familiares”, relatou.
O deputado reconheceu que baseou sua manifestação em notícias divulgadas pela imprensa e admitiu que pode ter sido levado a acreditar em uma informação incorreta.
“Eu li a matéria, fiz um vídeo porque fui questionado sobre isso e acreditei na informação publicada. Então também me deixei levar por essa fake news. Acho que a gente tem que ter um pouco mais de cuidado. Não é porque ele foi a Portugal que necessariamente foi ao Gilmarpalooza”, afirmou.
Cattani disse ainda que não viu registros que comprovassem a presença de Wellington no fórum e ressaltou que o próprio senador negou participação no evento. Apesar disso, ponderou que, caso surjam provas de que o parlamentar esteve tanto no compromisso religioso quanto no encontro organizado por Gilmar Mendes, manterá as críticas anteriormente feitas.
“Se ele foi fazer as duas coisas, aí eu retorno aquilo que falei. Agora, tem que ser comprovado que ele foi. Ele está dizendo que não foi”, declarou.
A declaração ocorre após repercussão de notícias que associavam a viagem de Wellington Fagundes a Portugal à participação no Fórum de Lisboa, evento que reúne autoridades, magistrados, parlamentares e representantes da sociedade civil para debater temas ligados ao direito, à democracia e às instituições.

















