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MAIS DE 10 TIROS

Tatuador é morto em ‘tribunal do crime’ em Sorriso; homem que instalava lustre é baleado e consegue fugir

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O tatuador Lia Perboni, de aproximadamente 40 anos, foi executado com mais de dez tiros durante um suposto “tribunal do crime”, na tarde deste sábado (27), em uma residência no bairro Boa Esperança, em Sorriso (420 km de Cuiabá). Um homem que prestava serviço instalando um lustre no imóvel também foi baleado, mas conseguiu escapar e pedir socorro.

As primeiras informações apontam que os dois estavam dentro da casa quando criminosos armados invadiram o imóvel. A suspeita é de que ambos estavam sendo submetidos a um julgamento promovido por integrantes de uma facção criminosa. Durante uma ligação, a ordem inicial teria sido para que os dois não fossem mortos. No entanto, conforme relatos preliminares, um terceiro suspeito chegou ao local e determinou a execução das vítimas.

Lia Perboni foi atingido por diversos disparos e morreu ainda dentro da residência. Já o outro homem, que trabalhava na instalação de um lustre, foi baleado na região do abdômen. Mesmo ferido, ele conseguiu fugir do imóvel e buscar ajuda. Inicialmente, a vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, transferida para o Hospital Regional de Sorriso.

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De acordo com a enfermeira do Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada pelo telefone 193 para atender uma ocorrência inicialmente registrada como ferimento por arma branca. Durante o deslocamento, os militares foram informados de que se tratava, na verdade, de vítimas de disparos de arma de fogo.

Ao chegarem ao endereço, os socorristas encontraram Lia Perboni já sem sinais vitais. Segundo a enfermeira, ele apresentava mais de dez perfurações provocadas pelos tiros, com ferimentos no abdômen, lombar, pernas e braços.

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para realizar os levantamentos. A principal linha de investigação é de que o homicídio tenha sido motivado por um “tribunal do crime”, prática utilizada por facções criminosas para julgar e executar pessoas. O caso segue sendo investigado.

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