Um dos suspeitos de envolvimento na morte do primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, afirmou que cometeu o crime para quitar uma dívida com uma facção criminosa.
Em depoimento, ele contou que recebeu ligações de integrantes do grupo que estavam dentro da cadeia. Segundo o relato, os criminosos determinaram que ele cumprisse uma “missão” e ameaçaram matá-lo caso recusasse.
O suspeito alegou que inicialmente disse não ter coragem de matar ninguém e afirmou que nunca havia cometido um homicídio. Mesmo assim, teria continuado a ser pressionado.
Uma motocicleta teria sido levada até ele para a execução do crime. O suspeito seguiu com o veículo até a residência da vítima, no bairro Jardim Universitário, em Cáceres.
Ao chegar ao imóvel, ele mexeu na cerca elétrica e acionou o alarme. O suspeito afirmou que tentou entrar na propriedade, mas não conseguiu e chegou a fugir.
Após receber novas ameaças, ele retornou e se escondeu em uma área de mato próxima à casa. Conforme o depoimento, o suspeito permaneceu agachado por cerca de meia hora, observando Anderson verificar a cerca elétrica.
O homem disse que ainda tentou desistir, mas recebeu ordens para atirar. Quando o militar saiu pelo portão, o suspeito se aproximou e efetuou os disparos.
Em seguida, ele fugiu na motocicleta, que chegou a apresentar uma falha durante a saída. O veículo usado no crime foi abandonado posteriormente.
Após o assassinato, integrantes da facção teriam informado ao suspeito que a dívida dele estava “morrida”, expressão utilizada para dizer que o débito havia sido quitado.
Anderson morreu ainda no local. Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar, da Marinha do Brasil e do Grupo Especial de Fronteira capturou todos os envolvidos em menos de 12 horas.
A Polícia Civil investiga a versão apresentada pelo suspeito, a participação de cada envolvido e a possível ordem emitida de dentro de uma unidade prisional.
Ouça:



















